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sábado, novembro 29, 2003

O Guerreiro

Comparar o descanso de reflexão e de retempero de forças de quem atinge uma meta com o descanso do guerreiro é quase como dizer que viver é uma guerra! E às vezes assim parece!
Porque de cada episódio da vida fazemos uma batalha da qual trazemos cicatrizes, vitórias, derrotas, sorrisos, desilusões, sonhos e pesadelos. O guerreiro também tem receio da batalha por isso a respeita, o guerreiro também precisa de um incentivo, seja ele a sede de vitória ou o sorriso de uma criança, o guerreiro também desconfia algumas vezes de quem parece estar ao seu lado tal e qual tem de confiar no desconhecido outras vezes... e na vida não nos acontece o mesmo?
E o guerreiro também tem derrotas, tem momentos em que não atinge os objectivos, por isso tem de obter forças renovadas fora do seu dia-a-dia, aprender novas técnicas, fazer novas alianças, afastar velhos aliados, compreender que tudo muda e os seus aliados podem já não ser os mesmos e que os seus inimigos talvez já não o sejam, tem de renovar, tem de mudar, tem de ter uma nova atitude perante as adversidades e tem de avançar confiante em si.
É complicado pensar que aliados de hoje possam a vir ser nossos inimigos, mas olhando para trás sempre assim foi, basta olhar a História para o entender. Os nossos vizinhos espanhóis não eram nossos eternos rivais? E hoje? Serão verdadeiramente inimigos ou aliados?
Tudo muda, por isso quer na vitória quer na derrota, o guerreiro tem de conseguir pensar em paz, analisar, repousar, compreender, estabelecer planos, definir objectivos e só depois arrancar em força. É na calma do descanso que se consegue pensar melhor e é com o incentivo de quem quer estar por perto nessa altura que se consegue recuperar forças! Seja na vitória ou na derrota.
Vamos à luta... vamos viver!

p.s.: A culpa deste texto é da Maria que comentou o anterior texto dizendo que era o descanso do guerreiro após a batalha.


 

quinta-feira, novembro 27, 2003

Desafios

Sempre gostei de desafios, de ser tentado a ultrapassa-los, de ousar sonhar atingir uma meta e de correr atrás desse sonho. Faz-me sentir bem lutar por eles, rodear as dificuldades, resolver as adversidades, atingir os objectivos traçados, descobrir e explorar.
Quando não sou capaz de lá chegar resta-me aprender com isso, vendo o que de positivo mesmo assim foi conseguido, analisando os erros, sejam erros de percurso ou erros escondidos desde o plano inicial. Depois é usar isso como saber para o futuro e tentar não cometer os mesmos erros.
E quando tudo corre no sentido certo, e finalmente se atinge a meta? Então deixo-me inundar por um estado de satisfação intensa, uma vontade de comemorar enorme, e ao mesmo tempo sinto um estado de cansaço que só nesse momento ousa manifestar-se após eu ter conseguido atingir a tal meta.
E comemoro comigo mesmo, oferecendo a mim próprio a possibilidade de baixar um pouco os braços, de descansar, de respirar, de retemperar forças, recarregar baterias, sabendo que uma nova etapa está já a chegar com novos objectivos.
É um sentimento duplo de satisfação e nostalgia.
Existe já uma saudade pelo percurso feito enquanto me preparo para traçar novos planos, recomeçar a lutar de novo, sonhar mais alto, ousar vencer novos obstáculos, estabelecer novas metas e então iniciar um novo percurso com o espírito renovado.

 

domingo, novembro 23, 2003

Quatro Estações

Aprendemos que são quatro as estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno.
Um conceito de ciclo que regula ou prevê o clima ao longo desse ciclo, e que no fim deverá recomeçar.

Apesar de a Primavera ser normalmente a primeira a ser referida, prefiro pensar antes de mais no Inverno. O tempo está frio, muitas vezes gelado, em algumas paragens a neve vai cobrindo com um manto branco a paisagem.
A beleza do Inverno existe e seduz-nos, sabemos que está frio, temos de nos preparar para esse frio, mas sabemos que nada melhor do que o calor de lareira ou de cobertor.
Temos de aquecer o ambiente, temos de saber ser capazes de acender o lume, provocar e controlar o fogo, a paciência é importante para não desistirmos, temos de estar atentos para saber detectar os primeiros sinais de que estamos no bom caminho para aquecer o ambiente e não descurar quando o fogo se começa a extinguir.
Estamos naquilo que se chama tantas vezes os preliminares dos preliminares, estamos a tentar quebrar o gelo, estamos a ganhar a possibilidade de continuar o jogo.

A Primavera chega um belo dia, o gelo começa a derreter, o Sol aparece, as andorinhas regressam, mas não podemos ainda deixar de estar atentos. As roupas vão ficando mais leves, as peças de roupas vão desaparecendo dos nossos corpos. Temos de continuar a lutar pelo conforto, por manter quente o que construímos durante o Inverno, ao mesmo tempo que nos podemos já deliciar com o brilho e com os sons que esta Primavera nos oferece.
Somos capazes de nos encantar com as sensações de leveza e doçura desta época, mas temos de saber respeitar a Natureza para que a caminhada seja cada vez melhor.
Estamos nos preliminares, o gelo quebrou-se, agora temos de saber fazer crescer o que conquistamos e conduzir com energia e cuidado para uma nova estação.

O Verão traz consigo o êxtase, o calor que nos faz suar, a roupa passa mesmo a ser um incómodo, queremos estar livres, queremos sentir esse calor que nos traz tanta energia, cada momento se torna especial, os dias são grandes e as noites são quentes.
Nesta época de calor intenso, iremos sorrir, brincar, correr, descobrir, explorar, tudo parece mais intenso, tudo parece mais livre, somos capazes de enormes sorrisos, parece que conseguimos tudo.... até voar!
Estamos no pico, vivemos momentos únicos, momentos intensos, sabemos que é o prémio mais que merecido depois das etapas anteriores.

O Outono chega e com ele a brisa que nos percorre o corpo ainda quente, vamos aos poucos começar a acalmar depois de tanta energia consumida no Verão. Estamos a arrefecer lentamente, as primeiras folhas caem no chão, sabemos que agora começa a época de acalmar de novo, de voltar a pôr os pés no chão ao mesmo tempo que vamos saboreando e recordando as emoções que acabamos de sentir no pico do Verão.
Vamos tentando ficar mais confortáveis, procurando o melhor aconchego, descansando um pouco para que as forças regressem para um novo ciclo.
Estamos no momento de reflexão e relaxamento após o êxtase, estamos a saborear tudo o que vivemos e a incorporar em nós o que aprendemos. É o fim de um ciclo e o preparar um novo ciclo!

Um ciclo se encerra, outro vai começar!
Viveremos tudo de novo, mas de forma distinta, nada será igual, nem o ambiente é o mesmo nem nós somos os mesmos afinal aprendemos tanta coisa ao longo deste ciclo.
Vamos descobrir novas sensações, vamos descobrir novas formas de acender e manter o fogo, vamos disfrutar do Verão de novas formas, vamos ousar descobrir e sorrir, vamos viver ainda mais.

Já não sei se falo das estações do ano ou de outras estações pelas quais passamos tantas vezes! Mas isso não é de todo importante.
Seja o ciclo de um ano, seja o ciclo de um relacionamento, seja o ciclo de uma conquista, seja mesmo o ciclo de uma intimidade.... o importante mesmo é saber passar por ele, aprendendo, sorrindo, disfrutando e vivendo!

 

sábado, novembro 22, 2003

Quantidade vs Qualidade

Quantidade nada tem a ver com qualidade, e esse é um dos grandes erros que se comete em tantas coisas no nosso dia-a-dia.
Priveligiar a quantidade, achar que muito é que é bom, é quase sempre um erro.
De que adianta a quantidade se no fim o resultado não tiver qualidade? Sem qualidade ficaremos com um travo amargo, ficaremos com a sensação que falta alguma coisa, que o tempo foi em vão, que de pouco valeu o investimento feito.
Por outro lado, maximizar a qualidade conseguindo minimizar a quantidade de custos e recursos é cada vez mais fundamental, é a produtividade que tanta falta faz ao nosso país e a nós.
Mas quando aplicamos os conceitos de quantidade e qualidade à nossa vida, temos também de pensar nos momentos únicos que vivemos, tantas vezes de curta duração mas que tão importante se tornaram para nós que vamos sempre relembrar com especial dedicação.
Esses momentos são vividos intensamente, são momentos de qualidade. E apesar de não durarem, acabam por perdurar por toda vida pelo facto de serem únicos.

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
Fernando Pessoa

O poeta sabia do que falava!
Mais do que investir as nossas forças em manter o que temos, mais vale investir para que o que temos em cada momento seja realmente de qualidade!

 

domingo, novembro 16, 2003

Caos ou nem por isso!
Hoje encontrei em Elas por Elas um texto sobre a forma como nos organizamos diariamente:

O caos, eu e os outros
Tenho um amigo que está sempre com todas as coisas desorganizadas. Contas que não foram pagas porque ficaram perdidas no meio de papéis, prazos perdidos, e toda uma série de confusões que terminam por prejudicá-lo.
Cada vez que ele me conta um episódio desse tipo, eu me espanto. Sou exatamente o oposto disso. Contas em dia (quando há dinheiro para pagá-las, claro), compromissos anotados, pontualidade máxima nos prazos, e todos os outros sintomas típicos de uma organizada obsessiva.
Mais uma vez, a questão é que não existe certo ou errado. Existe a maneira na qual você se sente bem. O caos me faz mal. A mim, basta minha enorme confusão interior. A outros, como ao meu amigo, o caos nunca afeta.
Vendo quem vive diferente de mim, sempre tenho uma certa inveja e penso: "Sou metódica demais. Deveria ser mais relaxada." Dura alguns minutos, porque eu nunca consigo.
A grande questão nisso aí é: você se sente bem no meio do caos, siga em frente. Mas se você está sempre se queixando desse caos e, pior, transbordando um pouco dele para quem está em volta, porque mantê-lo? Será que é só um estilo? Ou uma dificuldade? Ou uma absoluta incapacidade de assumir as suas próprias responsabilidades?
Organizados e caóticos, manifestem-se.
por Isadora em 16.11.03


O que eu acho disto?
Acho que há quem só consiga viver no caos, é quase que um "caos organizado" ao seus olhos. Organização a mais também pode ser um caos, porque acabam por existirem gavetas a mais, pastas a mais, separadores a mais, depois são precisos índices para encontrar as coisas, e índices de índices... Além do tempo necessário a organizar tudo.
Mas cada pessoa tem de encontrar em cada momento a sua forma de se organizar, seja a mesa de trabalho, as contas para pagar, os trabalhos a realizar, os pensamentos e sentimentos, etc... etc...
Nem todos somos iguais, e nem toda a vida vamos funcionar da mesma forma.
E quantas vezes desejamos um pouco mais de caos e menos de monotonia?
Há quem seja organizado ao máximo, bastante certinho, mas depois internamente vive num caos! E o contrário também é verdade?
A forma correcta não existe, cada um terá de encontrar o seu equilíbrio em cada momento!


 

quinta-feira, novembro 13, 2003

Os Gatos

Hoje li aqui um daqueles pensamentos do dia que circulam na net, e apetece-me falar dele:

"Numa coisa os gatos são muito sábios: quando se magoam, lambem as feridas e seguem em frente.
Mais! Caem sempre, mas sempre, de pé!!!"


A minha relação com os gatos sempre foi complicada.
Antes de mais, gosto muito de cães! O que deixa sempre os gatos para segundo plano!
Com os gatos vacilo entre fazer-lhes uma festa ou ignorar a sua presença, mas um cão raramente é ignorado.

Acho que não suportaria viver com um gato, mas um cão talvez fosse suportável. Apesar de tudo sou muito comodista nestas coisas, e ter de pensar em passear o animal, saber o que fazer dele nas férias será sempre um entrave a adoptar um animal de estimação.

Gatos.... o Garfield sempre teve a sua piada, aquele ar pachorrento, aquele apetite imenso. Também o eterno Sylvestre atrás do Piú-Piú com aquele ar malandro que bem lhe conhecemos.

E apesar desta relação nem sempre pacífica com os gatos, um amor/ódio, esta frase faz todo o sentido.
Quantas vezes temos a tendência para ficar a curtir a fossa quando algo nos magoa?
Valerá a pena? Realmente acho que não... teremos de lamber as feridas sim, eventualmente até poderemos precisar de alguém junto de nós para nos ajudar a isso, mas temos é de continuar em frente sem medo!
E tantas vezes acabamos por cair, porque o abalo é grande, porque a surpresa é enorme, porque o pior acontece... então nessa altura há que aprender com os gatos, cair de pé para reagir rapidamente, seja para atacar ou fugir, mas há que reagir rápido.
Se temos forças para lutar, há que lutar, e aqui ser como os cães também, feroz!
Se sabemos que vai ser pior para nós, há que fugir, mudar de vida, preparar a retirada rapidamente!
Quem está mal, muda-se... sempre ouvi dizer! É mesmo isso!

Não devemos ter apego às situações que nos magoam, temos mesmo é de lamber as feridas e seguir em frente.
Com cuidado sim, porque o desconhecido merece respeito, mas sem medo de encontrar um ambiente onde não seremos magoados!
Não vale a pena insistir no que nos magoa!

Miau!!!!!


 

quinta-feira, novembro 06, 2003

Revoluções Internas

Passei por um texto antigo que escrevi, fruto de uma troca de ideias com uma pessoa amiga. O texto tem mais de 1 ano, e dele retirei este excerto que fala das nossas dúvidas, das nossas angústias, dos nossos sonhos... ou seja de nós!

"As revoluções internas são normalmente complicadas porque temos de gerir várias coisas ao mesmo tempo, os medos, os fantasmas, as expectativas, o conforto, os sonhos, o passado construído... tanta coisa! Por vezes sentimos que vivemos entre o céu e o inferno, como se estivessemos completamente à deriva, sem saber bem em que porto conseguiremos aportar!

As decisões nunca são fáceis, principalmente quando nos colocam perante escolhas em branco, que não sabemos o que valem à partida, ou o que podem valer.

O pesar tudo, o tentar controlar, é aquilo que nós gostariamos, mas ao mesmo tempo sabemos que é impossivel, que existem sempre novas surpresas que nos deixam de novo com a sensação de nada controlar.

Há que tentar "apanhar ar", fazer coisas novas, mudar alguns hábitos que nos fazem retornar aos sinais que nos relembram medos, falhanços... sei que é teoria, mas é o que devemos tentar fazer."


 

domingo, novembro 02, 2003

Petição na Internet para Colocar Portugal a Horas

Um dos enormes problemas da nossa sociedade é a falta de pontualidade.
O atraso é cada vez mais norma, especialmente para os Portugueses, e depois são as reuniões que não começam a horas, as consultas médicas atrasadas, etc...
Todos os planos das pessoas envolvidas ficam atrasados, e pelo efeito de bola de neve vai atrasar também o de muitas outras pessoas que não têm culpa nenhuma do atraso inicial.

Com esta convicção, Ivo Dias de Sousa, professor universitário, pôs na quarta-feira passada a circular na Internet uma petição para a pontualidade:
http://www.petitiononline.com/Porthora/petition.html

Vamos tentar colocar Portugal a horas?

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