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segunda-feira, dezembro 01, 2003

Todos os nomes

Algumas mulheres continuam a querer mudar o seu nome de família quando casam, aliás em alguns países nomeadamente os anglo-saxónicos é a regra. Existem variações, em Portugal o nome natural não se perde totalmente apenas é acrescentado o nome de família do marido no fim, mas em outros países é feita a substituição total do nome.
O que leva as mulheres a renunciar às suas origens? Mais, porque é que renunciam adoptando o nome do marido?
Alguém que foi toda vida Almeida passa de um momento para o outro a ser Ferreira, parece uma coisa estranha!
É como se fosse um ritual de passagem da mulher, dos seus pais para o marido, como se fosse uma transacção de um objecto. É quase que um sinal de que o marido se tornou dono da mulher. Onde está a lógica?
E coitados dos genealogistas que se vêm gregos, ao tentar traçar as origens de uma família, com nomes que se perdem e mudam ao longo da vida.
Será que existem homens que tomam o nome da mulher? Que eu saiba não, mas talvez existam culturas onde isto seja possível ou mesmo regra... a minha opinião continuará a ser a mesma: não faz sentido mudar de nome só por mudar de estado civil.
Lembro-me da história real que me contaram em tempos que uma determinada mulher ao casar mudou o seu nome de família e não descansou enquanto não conseguiu mudar todas as referências ao seu nome, por exemplo listas telefónicas, cartões de visita, endereço electrónico. Na empresa onde trabalhava foi complicado mudar o endereço electrónico, foram meses de luta a convencer os responsáveis, demorou mais de um ano a conseguir.
Poucos meses após ter conseguido a mudança do endereço de correio electrónico, separou-se do marido para se divorciar, e teve de mudar tudo de novo para voltar a usar o seu nome de família natural, repetindo de novo todo o processo.
Teria poupado muito tempo se não tivesse adoptado o nome do marido, teria perdido menos tempo, teria trabalhado mais, ou pelo menos não teria gasto tempo a tentar mudar as referências ao seu nome.... tempo esse que poderia ter usado para trabalhar, para descansar, para se divertir, quem sabe até para se dedicar mais à sua relação que acabou por falhar!
Afinal a tradição ainda é o que era, e continuam a existir muitas mulheres que nem questionam se faz sentido mudar o nome ou não, apenas o fazem naturalmente.
Para mim não faz sentido nenhum!
Somos o que somos, porquê mudar, além disso que diferença faz um nome?
Somos diferentes só porque adoptamos um novo nome?

p.s.: Foi ao ler Ione que me ocorreu falar sobre este assunto aqui.

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