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segunda-feira, dezembro 08, 2003

Vidas Paralelas

De Sábado para Domingo fiquei a ver um filme na TV, acabei com os olhos no canal Hollywood onde passava um filme que me prendeu a atenção.
Descobri entretanto que originalmente era uma série de 3 episódios, mas que passou como sendo filme, por isso foram quase 3 horas de filme.

Chama-se "Vidas Paralelas" em Português, sendo o título original "The Best of Both Worlds", e remete-nos para uma inglesa casada e com um filho, hospedeira de bordo numa rota entre Inglaterra e Itália. Com isso acaba por viver entre os dois países.
Até que um dia inicia uma aventura com um passageiro italiano a quem afirma que é solteira. A relação torna-se mais séria e intensa e ele pede-a em casamento. No meio desta confusão, ela acaba por aceitar este casamento, transformando a sua vida numa farsa, mentira. Atrás de mentira, vai mantendo duas vidas paralelas com dois casamentos felizes.
Consegue esconder a ambos os maridos essa vida dupla, mesmo quando o italiano a visita em Inglaterra ou quando o inglês a acompanha a Itália.
Mais não conto.... procurem vocês descobrir o que aconteceu. Digo apenas que um deles descobriu, mas no fim aceitou ter a felicidade a part-time do que não ter nada.

É engraçado como sempre nos habituamos a ouvir este tipo de histórias a homens com famílias distintas em vários locais, mas nunca a mulheres.
Aqui é uma mulher que tem duas vidas paralelas, o que coloca novos problemas como seja o facto de ela não pode engravidar pois isso iria destruir toda a farsa montada.
Mas será que na vida real isto podia acontecer, sem que nenhum dos dois desconfiasse durante tanto tempo? Se as relações são fortes, não era esperado que existissem mais telefonemas entre os parceiros, o que acabaria por ser suspeito para quem estaria presente? No filme isso não acontecia.

Engraçado como no fim, um dos parceiros aceita partilhar a esposa com outro marido, já que não pode ter a esposa por inteiro prefere ter o possível porque sempre é melhor do que nada. Será isto uma forma de amor?
E se um dos seus maridos lhe fizesse o mesmo, será que a inglesa aceitaria a situação?
Ou é mais fácil aceitar as coisas que fazemos do que aquelas que nos fazem a nós?
Sendo que nenhum deles sabia da existência do outro e existindo dois casamentos, podemos dizer que existia também um duplo adultério?

Foi um filme engraçado, mas deixa muitas interrogações, como seja: de que forma alguém se pode repartir entre duas relações sem que elas interfiram uma na outra?

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