<$BlogRSDUrl$>
 

quarta-feira, dezembro 31, 2003

Mais um dia... e não só!

Vamos apenas viver mais um dia, mas no calendário parece que tudo muda, 2003 desaparece e surge 2004. Um novo ano!
No fundo nada mais significa do que mais um dia que passa, mas a tradição manda celebrar de forma diferente, a festa deve ser o fim de uma época de balanço e o assumir que vamos mudar uma data de coisas para que 2004 seja melhor do que 2003, são as ideias e decisões para o novo ano.
Daqui a uns dias, já não nos vamos lembrar da maioria dessas ideias, estaremos de novo no nosso dia-a-dia quase da mesma forma que estávamos antes do Natal.
No entanto temos de dar valor a este ar positivo, optimista e de esperança que passa por nós nesta altura. Este querer brilhar, querer ser feliz, querer que o ano de 2004 nos faça sentir bem é um bom princípio para sobreviver a 2004 com um sorriso feliz estampado no rosto.

Mesmo não querendo tomar decisões concretas para o novo ano, deixo aqui algumas pistas do que eu pretendo para mim neste novo ano.

Quero poder respeitar o 2003 que termina agora, tirar dele um saber enorme, um saber da experiência de o ter vivido. Mas não quero ficar preso a ele, apenas serve de referência para cada momento presente que vou viver.
Quanto a 2004 desejo poder vivê-lo intensamente, de tal modo que as surpresas boas que surgirem possam ser deliciosamente saboreadas. Enquanto que as surpresas más (também vão existir, não tenho ilusões) possam ser vividas com serenidade e paciência possíveis para não deixarem marcas muito profundas, e que possam ser ultrapassadas da melhor forma que eu conseguir.

Tudo isto é também o que eu desejo para quem me vai acompanhando na vida, os que convivem no dia-a-dia comigo, os que vejo de tempos a tempos, aqueles que ficaram apenas na memória, os que conheço vagamente, os que nem conheço pessoalmente, os que ainda vou ter o prazer de conhecer no próximo ano… ou seja todos os que de uma forma ou outra me tocam pela sua existência.
Pode ser um texto, uma música, uma canção, um telefonema, um abraço... pode ser o mais simples dos gestos. Até pode ser apenas um sorriso anónimo na rua que nos faz mudar o estado de espírito.

Se vou conseguir? Não sei, mas vou tentar!
Vou mesmo!
Ousem vocês tentar também!

 

terça-feira, dezembro 30, 2003

Mona Lisa

Este fim de semana fui ao cinema, fui ver O Sorriso de Mona Lisa com Julia Roberts, Kirsten Dunst, Julia Stiles, Maggie Gyllenhaal.

Mona Lisa Smile

A verdade é que gostei tanto que decidi colocar finalmente uma imagem aqui no blog, ou seja a Julia Roberts tem o prazer de ser a primeira neste blog. Confesso que gosto bastante dela.

E o filme?
Eu gostei, retrata a educação e a condição feminina no início da década de 50 ou seja meio século atrás. Vale a pena ver pela história, pela imagem, pela interpretação, pela música e pela memória.

p.s.: Obrigado a todos os que me desejaram os parabéns e pelas prendinhas!

 

segunda-feira, dezembro 29, 2003

Mais Uma Prenda

A Maria também me deixou uma prendinha! Obrigado!

 

Prendas

A Malandra deixou-me uma prenda.
Só hoje vi, mas calhou mesmo bem, pois hoje é o meu aniversário (toca a dar-me os parabéns).

Não sei de onde veio a ideia do angustiado e desanimado.
O meu ano de 2003 foi simplesmente estranho, com coisas boas e más, nada que me deixe angustiado.
E 2004 vai ser, diria mesmo vai ter de ser, muito melhor que todos os outros porque é assim que temos de estar neste momento: optimistas! O que não me apetece é delinear grandes objectivos para além daqueles genéricos: saúde, alegria e sucesso.
E agora... com licença, vou abrir umas prendinhas!!!!!

 

domingo, dezembro 28, 2003

Indiferença

“A indiferença é um mal crónico, progressivo, fisicamente indetectável. Não nos leva ao cemitério, mas traduz um embotamento quase irreversível dos afectos, vegetamos de boa saúde. Habituei-me. Não faço gala dos meus achaques, sem dúvida existem casos mais graves que o meu; nem sequer bato no peito e espalho a culpa aos quatro ventos, o processo foi suave, insidioso, não há réus quando cai o nevoeiro. Convivemos, sem prazer ou conflito, dir-se-ia um reumatismo da alma.”

Júlio Machado Vaz in “Domingos, Sábados e Outros Dias”

Hoje em dia a indiferença é cada vez mais frequente por esse mundo fora, indiferença por causas, por calamidades, por pessoas, por ideais...

Mas é assim que a indiferença se instala, progressivamente, e de repente já estamos acomodados, já nem sentimos, já nem queremos perder tempo em lutar quanto mais pensar!
Depois é preciso algo forte e intenso que nos faça reagir!

 

sexta-feira, dezembro 26, 2003

Entre o Natal e o Ano Novo

É o tal tempo de reflexões sobre o ano que termina e em que se fazem planos para o novo que se vai iniciar. Culmina com as doze badaladas que marcam o início de mais um ano.
Este ano, não me apetece nada fazer grandes reflexões, não me apetece traçar grandes rumos, não me apetece estar a pensar, simplesmente sinto-me preguiçoso para o fazer. Será que estou conformado? Cansado? Desanimado? Sei lá!
Ou talvez esteja com medo de redescobrir que o ano correu de uma forma desastrada, mês após mês, ou medo de estar reviver as coisas menos boas quando elas atravessam a mente.

Assim foi com uma prenda recebida este Natal. Uma surpresa estranha porque era algo muito especial, que me foi dado com um enorme carinho mas que acabou por se tornar um incómodo por me fazer reviver o ano que agora termina e todas as aventuras pelas quais passei. Gostei dela mas ao mesmo tempo incomodou-me! Agora já faz parte da minha vida, não há nada a fazer senão saber tirar partido dela da melhor forma, para que o carinho com que me foi oferecida não tenha sido em vão.

Quanto a planos para o novo ano, não quero pensar muito nisso. Lembro-me que faz agora um ano, tinha imensos objectivos, planos, decisões e quase todos acabaram sendo colocados de lado, acabaram por ser abandonados, todos os desejos foram falhando uns atrás dos outros. Não me apetece passar pelo mesmo.
E é engraçado perceber que as coisas boas que aconteceram, sim porque também aconteceram, acabaram por serem aquelas que não estavam planeadas, surgiram naturalmente do nada.

Se calhar por tudo isto, nesta semana que falta para 2004, não me apetece muito reflectir, pensar, projectar, planear...
Mas confesso que só o facto de estar a escrever isto já é uma forma de reflectir, é fazer exactamente o contrário do que queria!
Enfim, apenas não me quero prender em objectivos que me vão desiludir, e não quero pensar no passado que não me foi agradável!
Desse passado gostaria que no futuro me seja possível olhar para ele como tendo sido um início de coisas boas que possam acontecer, assim esse passado pode perder a importância negativa que ainda tem hoje, tal e qual eu escrevi uns dias atrás em Sorte ou Azar.

Ora nem mais, aqui está já um plano para 2004! E eu que não queria fazer planos!

 

Um Blog com Aviso de Natal

Depois de passadas as festas de Natal, andava eu pela net e encontrei o Ópio que nesta altura começa assim:

"(...) Sinceramente, quero que você aí, que está acessando essa página nesse período, pare de visitar blogs. Sério. Blogs já são substâncias tóxicas o suficiente o ano inteiro. Imagine então nesta época, onde todos da blogolândia sentem-se infinitamente solitários. Portanto, cuidado! Desvicie-se, viva sua vida real, conheça pessoas reais e cheirosas. Blogueiros são assustadores e medonhos. (...)"

Achei-lhe piada, e não desisti de continuar a ver este blog brasileiro apesar do aviso.
O resultado foi que acabei por descobrir um blog bem interessante, que tem um pouco de tudo, com textos tão diversos como a descrição de como criar um blog até à arte de espremer espinhas, passando por um texto interessante sobre o fim do amor.

Foi sem dúvida uma excelente descoberta, ainda bem que não levei à letra o pedido de Natal de não ler blogs!
Será que os blogs são um novo vício? Talvez!

 

quarta-feira, dezembro 24, 2003

Natal

Hoje é véspera de Natal, a famosa noite está quase a começar, faltam os últimos preparativos, a confusão toda para ter tudo pronto.
Não me vou alongar muito porque temos todos ainda muita coisa ainda para preparar, mas também porque a inspiração não é muita neste momento.

Ainda este fim de semana Júlio Machado Vaz dizia na TV que para muita gente o Natal era uma época complicada, onde tinham de gerir imensos sentimentos, o stress, o dilema das compras, a escolha do local onde festejar o Natal, as pessoas com quem passar o Natal, as saudades de outros tempos, etc... Até porque é suposto existir um espírito de Natal onde tudo é alegria e felicidade, mesmo que de facto não o seja e se tenha de fingir um pouco em prol do espírito natalício.
Também concordo, afinal de contas os últimos dias têm sido confusos, com compras, com o trânsito complicado, com o escolher presentes, com o terminar do trabalho para se tirar uns dias ou com o gerir do tempo que se escapa entre os dedos.
O descanso não é durante o Natal, mas após o Natal para recuperar forças, quando se pode!

E aqui ficam o meu desejo que este Natal seja uma noite com alegria para todos, e que cada um consiga apreciar da melhor forma esta noite.

Feliz Natal!

 

segunda-feira, dezembro 22, 2003

A Confiança

Li nos avatares de um desejo a seguinte frase:

"O que José Mourinho nos ensina é que a confiança tem que se fingir mais completamente."

Fiquei a pensar no assunto. José Mourinho pode ser odiado por muitos, mas temos que lhe reconhecer uma elevada capacidade de motivação dos seus jogadores, de lhes incutir uma confiança enorme. Essa confiança tem sido a força que tem levado o Porto tantas vezes ao sucesso nos últimos tempos.

É certo que a confiança é a alavanca do sucesso, de tal modo que quando se entra em campo sem confiança estamos já a dar trunfos ao adversário para nos vencer.
Transpondo para a nova vida, admitindo que não somos futebolistas profissionais, a confiança é também uma grande alavanca para o nosso sucesso profissional e pessoal.

Quando não confiamos na nossa capacidade, vamos à partida ter medo de errar e de falhar. E esses medos vão distrair a nossa atenção daquilo que é essencial para obter o tal sucesso. Nessas alturas corremos para os sitios errados de tão desorientados que ficamos com esses medos.

Mas a frase falava também em fingir que se tem confiança.
Sabemos muitas vezes das nossas limitações, sabemos que vamos ter muitas dificuldades, mas esquecemos isso e vamos à luta, fingimos que a confiança é plena, fingimos que não temos medo. Ousamos sonhar!
Nem sempre resulta, que o diga Mourinho contra o AC Milan ou o Real Madrid este ano.
Mas pode muito bem funcionar e servir efectivamente de alavanca para o nosso sucesso, e ao atingirmos esse sucesso vamos decerto obter uma verdadeira confiança em nós e vamos esquecer os medos que existiam.

A confiança fingida pode levar ao sucesso que nos leva à confiança verdadeira.
Porquê então criticar que se finja a confiança de vez em quando para obter sucesso e afugentar os fantasmas da derrota?
É uma estratégia como outra qualquer para dar a volta por cima na vida.
Mas há que ter sempre os pés bem assentes no chão, para não confiar de olhos fechado em impossíveis!

 

domingo, dezembro 21, 2003

Os Sonhos

O sonho é aquele que é sonhado durante o nosso sono ou será antes tudo aquilo que sonhamos acordados de forma consciente?

Sobre o primeiro não temos controlo, sonhamos sem poder decidir o que se passa nesse sonho, não conseguimos sequer decidir parar de sonhar, e por muito mau que seja o sonho temos de passar por ele, nesse caso chamamos-lhe pesadelo.
Quando acordamos alguns sonhos já foram esquecidos, outros são uma vaga lembrança enquanto outros ficam guardados na nossa memória.

O segundo é um acto consciente em que sonhamos acordados, traçamos planos e quanto mais impossíveis nos parecem esses planos mais vontade temos de lhes chamar sonhos. Engraçado que aqui temos controlo sobre o que sonhamos, podemos escolher o que faz parte do nosso sonho e assim estes sonhos são sempre bons.
As coisas más nunca são sonhadas conscientemente, essas deixamos para as nossas angústias, para os nossos medos, para as nossas indecisões, para as nossas desconfianças... mas nunca para os nossos sonhos.
Não existem pesadelos sonhados conscientemente, os únicos pesadelos que temos enquanto estamos acordados são efectivamente as coisas más que vivemos, e isso nada tem a ver com o sonho!

Quando nos despedimos de alguém à noite desejamos tantas vezes "bons sonhos" a essa pessoa porque sabemos que ela vai ser incapaz de controlar os sonhos. Mas se for durante o dia não precisamos de desejar isso pois sabemos que se a pessoa for sonhar acordada os seus sonhos vão ser obrigatoriamente bons sonhos!

Bons sonhos e poucos pesadelos (de qualquer um dos tipos) é que vos desejo!

PS: Fui ao dicionário e descobri que me esqueci dos bolos de farinha e ovos, que falta tão grave nesta época de Natal:

sonho, s.m. actividade mental não dirigida, que se manifesta durante o sono, pelo menos nas suas fases menos profundas, e da qual, ao acordar, se pode conservar certa lembrança; conjunto de ideias e de imagens que perpassam o espírito durante o sono; aquilo que é produto da imaginação; fantasia; devaneio; desejo veemente; aspiração; projecto cuja execução parece difícil ou impossível; utopia; ilusão; coisa muito bela ou agradável; visão; bolo fofo de farinha e ovos, frito em azeite e passado depois por calda de açúcar; (Do lat. somnìu)

 

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Sorte ou Azar

Alguns anos atrás, uma amiga minha disse-me: "quando todas as portas se parecem fechar, há sempre uma janelinha que se abre".
Mesmo no meio das adversidades temos de acreditar que vai haver sempre algo que vai fazer mudar o rumo dos acontecimentos. Normalmente o problema é que provavelmente nos momentos menos bons não vemos onde está essa janelinha porque estamos demasiado obcecados com as portas que se fecharam.
Curiosamente essa mesma amiga enviou-me recentemente um texto bem a propósito da forma como avaliamos a nossa vida, um texto que me fez reflectir, sorrir e agora também escrever!
Há amizades assim, que fazem muito por nós, às vezes quase sem se aperceberam disso!

Sorte ou Azar

Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente neste dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. Exultante o menino aceitou. Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: "Seu filho é de sorte!" "Por quê?", perguntou o pai. "Ora", disse ele, "seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. Não é uma sorte?" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", comentou o pai.

O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. Desta vez, o vizinho diz: "Seu filho é azarento, hein? Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", repetiu o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: "Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: "Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: "Seu filho é de sorte..."

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

Do livro: O Sucesso não Ocorre por Acaso – Dr. Lair Ribeiro



Realmente assim é, tudo o que nos acontece na vida pode vir a ser reavaliado no futuro independentemente daquilo que sentimos hoje.
No presente temos tendência para ficar tristes ou eufóricos com as surpresas da vida, mas muitas vezes acabamos por mudar de opinião mais tarde face ao desenrolar
da vida e ao encadeado de passos que damos na vida.
O que nos acontece de bom no presente pode vir um dia a ser considerado mau, e o que hoje consideramos mau ainda pode vir a ser visto como algo bom. E mesmo assim nada é definitivo, ainda podemos voltar a mudar de opinião.
Tudo depende do que se suceder no futuro, depende do ângulo com que vamos analisando as situações e não podemos esquecer que nós próprios ao evoluir, crescer e
mudar de atitude e forma de pensar ao longo da vida vamos também tendo diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos.
Quantas vezes no momento presente, existem coisas que não conseguimos vislumbrar? São as tais janelinhas que falava a minha amiga!
Por exemplo, há gente que perde um emprego e acha que isso é algo de muito mau. Mas se logo a seguir encontram um emprego bem melhor do que anterior, talvez o facto de terem perdido o emprego anterior passe a ser considerado como uma coisa boa.

Não devemos nunca desanimar, temos de procurar os pontos positivos em cada situação por mais negra que esta nos pareça, por mais triste que seja o nosso estado de alma, temos de acreditar que existe algo de positivo ali que nos vai ajudar a recuperar o nosso sorriso.
Não devemos nunca desistir de nós!
Vai haver sempre muita coisa boa para viver!

 

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Os Blogs e as suas Palavras

Outro dia passei pela Invasão de Privacidade que diz em jeito de apresentação:

Sempre considerei os blogs quase como "ataques de estrelismo"!
Pensava eu ... quem quer saber o que se passa com os outros...?
As vidas e problemas de cada um já absorvem bastante energia...
Mas ainda sim, como todos querem ser importantes, (inclusive eu), aqui está
o meu bloguinho...ahahahaahha... Podem invadir minha privacidade!


Será que os blogs podem servir para nos invadirem a privacidade?
Ou revelamos apenas aquilo que queremos?
À partida visitar um blog não é uma invasão de privacidade no sentido em que só lá está o que o autor quer. Pode é ser um local de exibicionismo de alguns e/ou de voyeurismo para outros.
Se calhar algumas vezes somos apanhados mais frágeis ou mais eufóricos e acabamos por escrever o que naquele momento nos apetece, o que não invalida que mais tarde não nos possamos arrepender. Mas ver um blog assim não é uma invasão de privacidade.

Mas invasão de privacidade pode acontecer se alguém escrever sobre outras pessoas, violando a privacidade dessas pessoas, por exemplo contando histórias de terceiros sem a devida autorização. Isto sim é invasão de privacidade.
Pode até tornar-se muito complicado, se alguém decide dizer mal de outra pessoa no seu blog, ou então criar um falso blog da outra pessoa. Contando histórias verdadeiras ou falsas.

Mas afinal o que é um blog e para que serve?
Depende muito das pessoas. Mas funciona normalmente como uma forma de as pessoas poderem dar largas à sua imaginação e expressão, de emitir opiniões, de se fazer ouvir e de comunicar com outras.

Outras pessoas rejeitam completamente esta ideia, tal e qual a Maria nos dizia aqui ainda outro dia.
Há quem o utilize para divulgar imagens como o Xupacabras.
Existem os blogs com poesia, com notícias, com contos eróticos, com anedotas, de programas de rádio, etc…
Tantos tipos de blogs, alguns pessoais, outros profissionais.
Hoje em dia é uma forma fácil de se criar uma página na net e colocar lá informação!

Este meu blog, foi criado em jeito de brincadeira, antes de mais queria tomar contacto com este mundo dos blogs, experimentar, e nunca imaginei que se fosse manter muito tempo.
Não tenho pretensão de me exibir, de fazer disto um diário, prefiro sempre escrever sobre temas que me tocam por uma razão ou outra. Tantas vezes o mote é dado por algo que vi ou que li ou que discuti ao longo do dia.

Uma pessoa conhecida outro dia dizia-me sobre o meu blog:

Confesso que muitas das vezes que leio o teu blog fico a tentar decifrar o que estará nas entrelinhas, o que seria que pensavas e não escreveste. Muitas vezes acredito que seja um exercício idiota aquele que faço, porque afinal não querias dizer nada mais além daquilo que ali está aos olhos de toda a gente.
Outras porém tenho a secreta sensação que tenho razão e que tinhas mesmo algo mais em mente.


É um dos problemas de partilharmos o blog com pessoas que nos conhecem, porque não vão resistir a tentação de ler os textos à luz daquilo que nós somos, tentando decifrar o nosso estado de alma e às vezes tentando associar o que foi escrito num determinado dia ao nosso comportamento.

E eu lá lhe fui explicando que a maioria das vezes o que quero transmitir é apenas o que está escrito, sem mais, sem truques, sem nada mais para ler nas entrelinhas. É tal e qual o que ali está.
Mas outras vezes, deixo algumas coisas nas entrelinhas, são como que murmúrios abafados da alma ou como sentimentos que saltam entre as palavras escritas.
Depende do dia, da disposição, da vontade... de tanta coisa!!!

Alguns textos podem de facto transparecer o estado de alma, mas quem lê o que escrevo tem de contar que muitas vezes os textos já foram escritos alguns dias atrás.
Isto significa tantas vezes que quando o texto é lido já não representa o meu estado de alma actual, significa que foi aqui colocado apenas porque gostei do que escrevi.
E existe também o factor subjectividade de quem lê, que vai interpretar as entrelinhas de acordo com aquilo que espera encontrar lá. Duas pessoas diferentes vão ver nas entrelinhas mensagens distintas. Até a mesma pessoa, em momentos diferentes vai descobrir significados diferentes para o que ali está.
Além disto tudo isto, quem me conhece sabe que gosto de me manter discreto e reservado. Por isso o estado de alma é aqui tantas vezes mascarado.

Existem blogs de todos os tipos em tudo dependendo dos seus autores, também eles pessoas distintas. Os próprios blogs vão tomando diferentes formas à medida que o tempo passa, porque os seus autores também mudam!
Há quem ache que tem de escrever pele menos uma linha todos os dias, há quem só escreva quando lhe apetece mesmo, há quem escreva só quando está tranquilo, há quem só escreva quando está triste, etc...

Eu vou escrevendo sempre que tenho prazer em o fazer, e se acho que alguma coisa do que escrevi pode valer a pena ser partilhado então cá aparece mais cedo ou mais tarde.
Esperando sempre que alguém ache interessante o que escrevo, quer seja comentando, discutindo, confrontando, não concordando, etc... mas não ficando indiferente aos textos!

 

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Eureka!

Como é bom descobrir um enigma, resolver uma charada, encontrar a solução ou descobrir o que nos faz falta!
É como deixar de viver na sombra da ignorância, chegar à verdade, à informação, ao resultado, à chave para o enigma ou à verdade que falta para compreender o problema que temos diante de nós.
E às vezes procuramos desesperadamente e não conseguimos obter o que queremos, depois quase por acaso a solução aparece à frente dos nossos olhos como que por milagre. Às vezes corremos e reviramos a casa em busca de algo que nos faz falta e não encontramos, até que um belo dia por acaso lá está o objecto que parecia esconder-se de nós.
Quanto mais procuramos menos encontramos. E de repente parece que a solução se atravessa à nossa frente e faz-se luz na nossa cabeça!
Nessa altura apetece gritar como Arquimedes: Eureka! Eureka!


 

domingo, dezembro 14, 2003

Acordar de um Sonho

É duro acordar e perceber que aquilo que tínhamos era apenas um bonito sonho.
Acontece quando perdemos alguém ou algo na vida.

Quando uma pessoa especial se afasta, quando uma pessoa querida morre, quando uma pessoa que nos diz imenso fica incapacitada, quando um amor que vivemos se desfaz, quando um objecto guardado nos é roubado ou destruído, quando um amigo nos desilude, quando um caminho que escolhemos nos é vedado, quando descobrimos que acreditávamos numa mentira, quando percebemos que fomos enganados ou quando percebemos que nós próprios nos deixamos enganar.
É o acordar para a realidade!
E quantas vezes não acreditamos que as coisas más só acontecem aos outros?
Até nos acontecerem!

Na altura em que tomamos consciência da perda ou da eminência da perda, é como acordar de um sonho. Às vezes ainda vamos a tempo mas outras vezes já é tarde.
Fica um vazio, fica uma recordação, fica uma saudade, e temos um descontrolo até perceber inteiramente qual é a realidade onde vivemos e até descobrir como vamos reagir a ela.

Viver na ilusão pode parecer bom enquanto estamos adormecidos acreditando nesse sonho bonito, mas no momento de acordar a surpresa mostra-nos o contrário. Nesse momento temos de saber reagir, recuperar o que for possível e aprender a viver com a realidade.
E sempre se consegue, com mais ou menos dificuldade! Acabamos por mais cedo ou mais tarde cair em novos sonhos! É a forma que temos de viver, por isso é tão interessante viver, nunca sabemos o que o futuro nos reserva... teremos muitas surpresas: umas boas outras más!

PS: Em memória da minha avó, última representante da sua geração... passaram quase 8 anos e ainda sinto saudades dela!

 

Passado, presente e futuro

A Teoricamente Possuída descobriu os Acentos e Cedilhas e eu lá fui espreitar. Gostei do que vi, e o texto sobre o passado, presente e futuro deu-me vontade de escrever.

Quanto a mim, acho que devemos viver o presente, viver mesmo intensamente, tentando não errar como no passado, tirando dele lições e usando-o como referência. Viver o presente tendo sempre em conta que teremos de viver o futuro e que ele começa a ser preparado agora mesmo neste instante presente.
Viver o presente sem ficar preso ao passado nem ao futuro, mas sem os esquecer.

 

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Contador

Finalmente decidi colocar um contador no blog.
Não sei se o vou manter muito tempo ou não, porque ainda não estou muito convencido da sua utilidade. É que se ele contar poucas visitas ainda sou capaz de ficar desmotivado mas se contar muitas visitas acabo por me assustar com a audiência.

Andei um pouco a navegar em blogs, e aparentemente o contador é uma moda generalizada, por isso o passo seguinte era escolher que contador utilizar.
Ao passar pelo Abrupto decidi que ia utilizar um contador como aquele. Afinal se o JPP escolheu aquele eu também o posso escolher!

 

Olimpíadas

Aqui fica uma animação em flash excelente sobre desporto olímpico.
A ver, a ouvir... e a rir!

 

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Fado

O fado nunca me seduziu particularmente, por exemplo nunca consegui gostar da Amália apesar de todo o seu sucesso. E tirando o fado de Coimbra, tocado e cantado pelos estudantes, para mim o tal fado português ficava sempre de parte. Às vezes pensava que era uma pequena traição que fazia a Portugal.

Alguns meses atrás emprestaram-me um CD de Cristina Branco, que se revelou uma agradável surpresa.
Quase desconhecida em Portugal, tem feito sucesso no estrangeiro, em especial na Holanda.
O disco chama-se Sensus e as músicas apelam à sensualidade, ao erotismo e aos sentidos, tendo por base as palavras de poetas portugueses aos quais ainda se juntam outros poetas como Shakespeare, Vinicius de Moraes ou Chico Buarque.

Acabei por descobrir através deste disco que o fado está em evolução, não ficou parado no tempo e que está a tomar uma nova forma que me agrada. Não é por acaso que Mariza foi premiada internacionalmente com o fado, são novas formas de cantar o fado.

 

Vidas Paralelas

De Sábado para Domingo fiquei a ver um filme na TV, acabei com os olhos no canal Hollywood onde passava um filme que me prendeu a atenção.
Descobri entretanto que originalmente era uma série de 3 episódios, mas que passou como sendo filme, por isso foram quase 3 horas de filme.

Chama-se "Vidas Paralelas" em Português, sendo o título original "The Best of Both Worlds", e remete-nos para uma inglesa casada e com um filho, hospedeira de bordo numa rota entre Inglaterra e Itália. Com isso acaba por viver entre os dois países.
Até que um dia inicia uma aventura com um passageiro italiano a quem afirma que é solteira. A relação torna-se mais séria e intensa e ele pede-a em casamento. No meio desta confusão, ela acaba por aceitar este casamento, transformando a sua vida numa farsa, mentira. Atrás de mentira, vai mantendo duas vidas paralelas com dois casamentos felizes.
Consegue esconder a ambos os maridos essa vida dupla, mesmo quando o italiano a visita em Inglaterra ou quando o inglês a acompanha a Itália.
Mais não conto.... procurem vocês descobrir o que aconteceu. Digo apenas que um deles descobriu, mas no fim aceitou ter a felicidade a part-time do que não ter nada.

É engraçado como sempre nos habituamos a ouvir este tipo de histórias a homens com famílias distintas em vários locais, mas nunca a mulheres.
Aqui é uma mulher que tem duas vidas paralelas, o que coloca novos problemas como seja o facto de ela não pode engravidar pois isso iria destruir toda a farsa montada.
Mas será que na vida real isto podia acontecer, sem que nenhum dos dois desconfiasse durante tanto tempo? Se as relações são fortes, não era esperado que existissem mais telefonemas entre os parceiros, o que acabaria por ser suspeito para quem estaria presente? No filme isso não acontecia.

Engraçado como no fim, um dos parceiros aceita partilhar a esposa com outro marido, já que não pode ter a esposa por inteiro prefere ter o possível porque sempre é melhor do que nada. Será isto uma forma de amor?
E se um dos seus maridos lhe fizesse o mesmo, será que a inglesa aceitaria a situação?
Ou é mais fácil aceitar as coisas que fazemos do que aquelas que nos fazem a nós?
Sendo que nenhum deles sabia da existência do outro e existindo dois casamentos, podemos dizer que existia também um duplo adultério?

Foi um filme engraçado, mas deixa muitas interrogações, como seja: de que forma alguém se pode repartir entre duas relações sem que elas interfiram uma na outra?

 

sexta-feira, dezembro 05, 2003

De Corpo e Alma ou só de Corpo?

Às vezes estamos com alguém, a trabalhar, a conversar, a namorar, etc... e parece que essa pessoa apesar de fisicamente ali, está longe, muito longe dali.
Basta ver o olhar que em vez de estar connosco, se perde em redor, observando tudo como que procurando alguém ou alguma coisa para além de nós, basta escutar como nos responde de forma monossilábica, basta ver como não presta atenção quando fazemos uma pergunta, lhe passamos alguma coisa para a mão, lhe queremos tocar...
Nesse momento temos a consciência que estamos a mais, porque a pessoa não está ali de corpo e alma, mas apenas de corpo.
Quando vejo um amigo assim, tento perceber se o problema sou eu que estou a mais, ou se algum problema o está a consumir que não lhe permite estar em paz.
Depois há que perceber se esse amigo necessita de espaço e o melhor é eu retirar-me, ou se por outro lado o que ele precisa é de conversar sobre outro tema para se sentir mais aliviado.
Mas se for a namorar... bem... é muito mais complicado! Porque convém que as pessoas estejam de corpo e alma. Pelo menos a alma é importante que esteja para ser um namoro!

 

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Picasso

Descobri no Borras de Café um site muito engraçado.
Trata-se de Mr.Picasso head, um passatempo que nos permite brincar um pouco e tentar imitar esse génio da pintura que foi Pablo Picasso. No fim podemos ainda guardar a nossa obra-prima na galeria!

 

terça-feira, dezembro 02, 2003

Existem momentos únicos

Claro que existem momentos assim, daqueles que nos ficam na retina, daqueles que temos a certeza que nunca vamos esquecer na vida. Momentos que talvez percam o brilho passada a emoção, mas naquele momento são mesmo únicos.
Existem também momentos únicos por serem oportunidades únicas, são os momentos em que temos de decidir entre fazer ou não fazer, reagir ou não reagir, ousar ou não ousar, lutar ou não lutar, são momentos que podem ser de viragem. Nem sempre são momentos fáceis porque são momentos de decisão complicada.
Aquele momento em que aceitamos ou não um emprego, aquele momento em que decidimos ou não fazer uma viagem, aquele momento em que conhecemos uma pessoa nova, aquele momento em que nos deixamos levar ou não pela paixão, aquele momento em que estamos pronto a colocar ponto final numa carreira, numa viagem, numa amizade ou numa paixão. Tantos momentos únicos que podem ser de viragem.
Algumas oportunidades são únicas, até porque se aparecerem novamente nunca será da mesma forma, porque nessa altura já temos a experiência de passar a primeira oportunidade, há um saber feito, é sempre um recurso, uma forma de corrigir uma má escolha ou de refinar a escolha feita. Igual nunca é, porque também nós já somos outros, diferentes pela experiência vivida entretanto.
Existem momentos únicos de tristeza também, aqueles momentos em que achamos que estamos no fundo do poço, que pior não pode haver, que chegamos aos limites. Nem sempre é assim, muitas vezes acabamos por descobrir que afinal as coisas podem ficar piores do que estavam, mas isso é apenas o chegar a um novo momento único.
E a vida vai sendo feita deste momentos únicos, momentos bons, momentos de escolha, momentos maus, momentos intensos, momentos calmos, momentos mágicos, alguns vão mesmo ficar bem gravados na nossa memória ao longo da vida, outros perdem a força com o passar dos anos acabando por serem ténues recordações.
Há que viver cada momento como se fosse único, porque de facto é mesmo assim, quer seja especial ou não. Viver o presente.
Reviver o passado não nos faz mais felizes por mais feliz que ele tenha sido, mas pode sempre trazer uma pitada de tristeza mesmo que tenha sido bom. Devemos saber respeitar o passado mas não ter medo dele, foram momentos que já passaram agora devemos tirar apenas deles a lição do que aconteceu ou deixou de acontecer.
E ao viver o momento presente, não devemos perder de vista que temos ainda de viver muitos momentos únicos futuros e que as escolhas de hoje podem condicionar as de amanhã.
E agora... vou viver mais um momento único: o de colocar este texto no blog para que possa ser lido.


 

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Todos os nomes e mais alguns

Um comentário ao meu texto anterior faz-me regressar ao tema e corrigir algo que escrevi de forma errada.
Comentava eu da seguinte forma: "em Portugal o marido já pode por o nome da mulher e, tal como no Canadá cada um por o sobrenome do outro."
Realmente cometi um erro ao dizer que deveria haver culturas onde o homem pudesse tomar o apelido da mulher, claro que há, a igualdade assim o determina. Erro meu.
Mas continuo achar que não faz sentido mudar de nome, apenas porque alguém se casa, e se pensarmos em alguém com vários casamentos ao longo da vida, podemos então dizer que a pessoa vai mudando de nome ao longo dos anos. Não continua sempre a ser a mesma pessoa? Porquê mudar?


 

Todos os nomes

Algumas mulheres continuam a querer mudar o seu nome de família quando casam, aliás em alguns países nomeadamente os anglo-saxónicos é a regra. Existem variações, em Portugal o nome natural não se perde totalmente apenas é acrescentado o nome de família do marido no fim, mas em outros países é feita a substituição total do nome.
O que leva as mulheres a renunciar às suas origens? Mais, porque é que renunciam adoptando o nome do marido?
Alguém que foi toda vida Almeida passa de um momento para o outro a ser Ferreira, parece uma coisa estranha!
É como se fosse um ritual de passagem da mulher, dos seus pais para o marido, como se fosse uma transacção de um objecto. É quase que um sinal de que o marido se tornou dono da mulher. Onde está a lógica?
E coitados dos genealogistas que se vêm gregos, ao tentar traçar as origens de uma família, com nomes que se perdem e mudam ao longo da vida.
Será que existem homens que tomam o nome da mulher? Que eu saiba não, mas talvez existam culturas onde isto seja possível ou mesmo regra... a minha opinião continuará a ser a mesma: não faz sentido mudar de nome só por mudar de estado civil.
Lembro-me da história real que me contaram em tempos que uma determinada mulher ao casar mudou o seu nome de família e não descansou enquanto não conseguiu mudar todas as referências ao seu nome, por exemplo listas telefónicas, cartões de visita, endereço electrónico. Na empresa onde trabalhava foi complicado mudar o endereço electrónico, foram meses de luta a convencer os responsáveis, demorou mais de um ano a conseguir.
Poucos meses após ter conseguido a mudança do endereço de correio electrónico, separou-se do marido para se divorciar, e teve de mudar tudo de novo para voltar a usar o seu nome de família natural, repetindo de novo todo o processo.
Teria poupado muito tempo se não tivesse adoptado o nome do marido, teria perdido menos tempo, teria trabalhado mais, ou pelo menos não teria gasto tempo a tentar mudar as referências ao seu nome.... tempo esse que poderia ter usado para trabalhar, para descansar, para se divertir, quem sabe até para se dedicar mais à sua relação que acabou por falhar!
Afinal a tradição ainda é o que era, e continuam a existir muitas mulheres que nem questionam se faz sentido mudar o nome ou não, apenas o fazem naturalmente.
Para mim não faz sentido nenhum!
Somos o que somos, porquê mudar, além disso que diferença faz um nome?
Somos diferentes só porque adoptamos um novo nome?

p.s.: Foi ao ler Ione que me ocorreu falar sobre este assunto aqui.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?