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sexta-feira, maio 14, 2004

Sonhos

É raro lembrar-me dos sonhos quando acordo cada manhã, muito raro mesmo. Estou certo que deverei ter sonhado durante o meu sono, mas naquele momento em que acordo tudo o que se passou na minha cabeça desaparece tão rapidamente que não me permite recordar os meus sonhos. Naquele primeiro segundo após acordar, tenho muitas vezes a sensação de que estou ainda a sonhar intensamente, mas no segundo seguinte tudo se dissipa.

O número de sonhos que permanecem na minha memória após o acordar é escasso. Uma das últimas vezes que isso aconteceu, até acabou por dar origem a um texto que aqui coloquei chamado Quatro Estações.

Os poucos sonhos que recordo ao acordar são assim uma ínfima parte dos meus sonos ao longo da minha vida. Em contrapartida, sonho muitas vezes acordado, a minha imaginação consegue conceber enredos onde gosto de me ver. Esses sonhos funcionam como se fossem laboratórios onde tento antecipar ou ensaiar os passos que vou dar na vida.

E se é verdade que ninguém vive de sonhos, também é verdade que os sonhos são importantes para essa mesma vida, eles podem ajudar a traçar o rumo à vida, através deles é possível ousar ser feliz, podem mesmo alertar para as incertezas e para os cuidados a ter nessa vida que estamos a delinear e ensaiar.

Não me importo de não me recordar da maioria dos sonhos que tenho enquanto durmo, mas não abdico de poder sonhar acordado com a vida que quero viver, para depois a poder viver da melhor forma que conseguir. Só peço que nunca me falte capacidade de sonhar!

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