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segunda-feira, junho 21, 2004

Porquê?

Às vezes colocamos esta pergunta a nós mesmos, sem sucesso porque não conseguimos responder.

A “idade dos porquês” volta muitas vezes ao longo da nossa vida, nos momentos em que quase perdemos o rumo, nos momentos em que nos sentimos desabrigados, nos momentos em que parece que ficamos abandonados à nossa sorte e em todas as alturas em que sentimos que somos impedidos de viver alguma coisa essencial para nós.

A mesma pergunta chega até nós quando nos empenhamos em projectos e de repente percebemos que existem outras pessoas no mesmo projecto que não puxam no mesmo sentido, que deixam de se preocupar com o sucesso do mesmo e estão prontas a apontar-nos o dedo se tudo correr mal, mas que estarão presentes para se mostrarem caso o sucesso mesmo assim acontecer.

As coisas acontecem porque têm de acontecer, porque não conseguimos prever as surpresas e por isso lhes chamamos imprevistos, porque não controlamos o ambiente que nos rodeia, porque nem sempre conseguimos gerir a dualidade emoção/razão que temos dentro de nós.

Acontecem porque nos momentos em que temos de decidir não temos forma de saber o que acontecerá na sequência dessa decisão, porque confiámos na nossa imaginação e na nossa intuição. E estas nunca vão ser imparciais!
Por isso às vezes perdemos oportunidades, mas por isso é que também às vezes parece que estamos na hora certa e no sítio certo.

Esta pergunta é importante para podermos fazer uma pequena pausa, reflectir, aprender com o que aconteceu, definir o rumo e retomar o caminho. Não podemos é ficar amarrados às perguntas sem reagir!

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