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sábado, julho 31, 2004

Jantar

Depois de uma viagem desde a capital onde passei grande parte da semana, ontem regressei ao Porto ainda na dúvida sobre se me sentiria ou não demasiado cansado para ir ao jantar promovido por um gaijo food-i-do.
Acabei por ceder à curiosidade de ir novamente à descoberta das pessoas por detrás dos blogs pese embora o cansaço que me dizia para não ir lá fazer figura de corpo presente.

O tal tipo food-i-do desde logo mostrou que não estava ali para brincadeiras recebendo cada um (e principalmente cada uma) com uma enorme atenção e carinho.
Ao todo compareceram 20 pessoas, sendo que 2 eram acompanhantes sem blog, mais uma pequena acompanhante em vias de iniciar o seu blog dentro de pouco tempo.

Eu fiquei a meio da mesa, de onde podia ir seguindo conversas tanto a esquerda como à direita, um local estratégico até porque estava na zona dos mais novos, ou seja a das crianças, afinal... eu continuo a ser um puto!

Ao meu lado direito, uma das estrelas da noite, a brilhante Tinta Permanente com a sua máquina fotográfica sempre pronta a captar momentos mágicos.
As Palavras em Férias e os Desenhos Animados e Jogos ficaram logo ali à minha frente sempre com enorme vivacidade que é imagem de marca de ambos.
À minha esquerda tive a companhia da Puta de Vida sempre participativa e atenta a tudo o que acontecia. Ali perto estava também Com Pinga de Sangue a nossa enfermeira de serviço que nos deliciou com as suas histórias e que tanto fascinaram aquele que assume o seu fetiche por uniformes de enfermeiras, o Alex do Blog.

Ainda para a minha esquerda, ali estava o bem-humorado Cidadão do Mundo sempre pronto a ajudar à festa que pelos vistos precisou de vir ao Porto para descobrir que não tinha feito a barba. Ao seu lado, o representante das Blasfémias esteve sempre presente com uma enorme discrição e simpatia.

No extremo da mesa estava o organizador acompanhado por aquela que mostrou que o saber também ocupa lugar, a Passo a Passo chegou como convém a uma estrela do seu calibre ligeiramente atrasada para receber toda a atenção e cativar toda a gente, em especial o organizador do evento que exigiu a sua companhia durante o jantar.

Para o outro lado ficou o sempre atencioso e calmo Prima Desblog com aquela que vai ser a nova blogueira do grupo. Logo a seguir a menina d'Um Ponto Azul acompanhada da encantada do Canto da Sereia, que mais uma vez provou que além de encantada é também uma encantadora. Em frente estava o discreto Mentecapto.
A fechar a mesa, no extremo e uma de cada lado, estavam as duas irmãs cheias de alegria e sorrisos: a Loopings e a Castles in the Air.

Por toda a mesa se foram estendendo a boa disposição, as conversas, as ideias, as histórias e a belíssima Posta à Mirandesa e o vinho branco! Ainda houve tempo para cantar os parabéns à mesa do lado, e para sermos quase que empurrados para fora do restaurante e depois para fora do parque de estacionamento do mesmo.

Ouvi ainda dizer, que depois ainda houve mais festa para alguns pela noite fora, mas o meu cansaço já não me permitia muito mais, fica para uma próxima oportunidade.

A maioria das pessoas já se conhecia do anterior encontro, o que tornou mais agradável este jantar que se tornou mais um jantar de amigos do que um jantar de blogs. E ainda bem, porque os blogs não comem, quem come são as pessoas que por acaso escrevem nos blogs!

Notícia de última hora: um dos acompanhantes criou o blog dele Isto É tornou-se o primeiro convertido aos blogs no pós-jantar.

 

segunda-feira, julho 26, 2004

Felicidade

Que responderias à pergunta “és feliz?”
De vez em quando esta pergunta surge e nessas alturas fico sempre com dúvidas de como responder, independentemente da forma como me sinto. Por muito bem que esteja, gosto sempre de pensar que posso ainda ficar melhor e isso pode tornar-se um bom motivo para continuar a busca de mais momentos de felicidade.

Acho que a felicidade é constituída por uma sucessão de momentos que são vividos intensamente e são recordados como momentos felizes. Somos felizes quando os momentos de felicidade vividos têm mais força do que aqueles em que as coisas nos correm menos bem.
Ser feliz ou não, depende da quantidade e da qualidade desses tais momentos felizes que estamos a viver. E isso é tão subjectivo, depende tanto daquilo que sentimos no momento em que estamos a responder!

E quer me sinta feliz ou não, quero é continuar a acreditar que vêm aí mais momentos felizes para eu viver intensamente. Só assim poderei sentir-me feliz!

 

segunda-feira, julho 19, 2004

Imprevistos

Os imprevistos surgem muitas vezes na vida quando começamos a ter certezas sobre nós mesmos, sobre o que queremos e sobre o rumo a tomar na nossa vida. As surpresas da vida surgem para nos trocar as voltas quando parece que estamos a conseguir responder às nossas dúvidas e a obter as respostas às perguntas que fazemos a nós próprios.

Por isso a expressão “quando pensamos ter encontrado todas as respostas, vem a vida e muda todas perguntas” reflecte bem essa forma como a vida nos prega partidas.
E nessas alturas o ditado popular “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” ganha uma nova força quando nos apercebemos que demoramos demasiado tempo para tomar decisões ou a fazer algo importante, só porque andamos à procura das respostas a questões que já não fazem mais sentido.

Às vezes parece que a vida gosta mesmo de nos trocar as voltas, mas isso é porque a vida é dinâmica.
A verdade é que aquilo que hoje valorizamos pode já não ser importante amanhã, da mesma forma que aquilo que hoje não nos preocupa pode amanhã vir a ser importante para nós. Afinal de contas a nossa experiência de vida também nos muda, e por isso reagimos às coisas de forma distinta ao longo do tempo.

A vida é mesmo assim, complicada mas também fantástica! Temos de a enfrentar com coragem, com vontade de ultrapassar os imprevistos negativos para poder aproveitar melhor as surpresas boas. Receitas para isso não há, temos de viver e aprender com os erros que cometemos assimilando a mudança inevitável que ocorre ao longo da nossa vida.

E às vezes as coisas aparentemente más podem vir a revelar-se boas e vice-versa tal como eu já eu aqui escrevi em tempos em termos de sorte ou azar.

 

quinta-feira, julho 15, 2004

Rotina

Foi no De mim para ti que me cruzei com este poema de Eugénio de Andrade:

Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Tantas vezes a rotina vai tomando conta de nós, passo a passo, progressivamente e quando nos apercebemos disso estamos já amarrados a ela, incapazes de reagir perante o hábito de a seguir quase religiosamente.
E de repente descobrimos como é difícil fugir da rotina e como se tornou complicado cortar as amarras que nos prendem.
Até sabemos que temos de conseguir cortar essas amarras, sabemos que devemos navegar pelo mar imenso, que temos de arriscar a viajar por esse mar da vida, que temos de aprender a manter o equilíbrio nesse mar às vezes calmo outras vezes agitado e impetuoso.
O cortar das amarras que nos prendem a esse cais que é a rotina é sempre tarefa complicada, exige uma preparação para a viagem, exige uma enorme dose de confiança em nós próprios, exige que tenhamos consciência que existe um mundo por descobrir.

 

domingo, julho 11, 2004

O Ciclo

Alguns anos atrás, uma amiga minha falava-me da utilização da Internet e em especial do uso de programas de chat e dizia-me que se era possível notar a influência das férias, do bom e do mau tempo.
Quando chegavam os dias chuvosos e em especial no que respeita às pessoas do Norte a utilização da Interner era mais intensiva, mas quando chegava o bom tempo e as férias então era possível reparar no afastamento das pessoas desse mundo dos chats. Por isso Setembro e Outubro eram meses em que as pessoas aderiam ou regressavam à Internet, enquanto que em Junho e Julho se podia ver as pessoas dispersarem.
Engraçado a referência à diferença entre os utilizadores do Norte e do Sul, isto porque no Norte o tempo costuma ser um pouco mais agreste. Por isso os utilizadores nortenhos são normalmente os primeiros a regressar às noites em casa e consequentemente na Internet. O clima convida a estar em casa em vez de outros prazeres da vida, como seja a esplanada ou o passeio com os amigos ou qualquer actividade que implique sair de casa.

Isto também se pode aplicar a este mundo dos blogs. Começamos agora a notar que alguns blogs começam a reduzir a sua actividade e vamos ver alguns a parar devido às férias. As épocas de exames mostraram também muitos blogs a fazerem uma pausa.
Existem outros factores, como a carga de trabalho, novos projectos, novos amores, novos sentimentos, novas formas de encarar a vida, acessibilidade à Internet, fim de um protesto politico ou social... entre muitos outros factores.

Mas agora que estamos no Verão, será que vamos ver desaparecer os blogs que nos habituamos a visitar? Será o fim de um ciclo?
E será que após as férias vamos ver uma nova vaga de blogs a surgir?

 

domingo, julho 04, 2004

Dias de Verão

Olhando para o calendário com atenção podemos ver que a primeira metade do ano já passou. Os nossos corpos e mentes já pedem algum descanso e começam a sonhar com um quebrar da monotonia de todos os dias.

O Verão já se instalou entre nós e os dias são mais luminosos e quentes. Procuramos a sombra, o aragem mais amena, as roupas mais leves e frescas, as bebidas refrescantes e as comidas mais leves.
As praias enchem-se de corpos que sonham com um tom bronzeado, a frescura da água do mar, a brincadeira das crianças na areia, o jogos de voleibol ou futebol na praia e as tentativas de sedução na busca de uma paixão de Verão.
Os parques e jardins também se enchem, as pessoas buscam o descanso, o cheiro da relva acabada de cortar, a sombra das árvores, o ruído da água a correr numa fonte próxima e a serenidade que lhe permite saborear a leitura de um livro.
As noites ainda são de festa, entre as festas populares dos santos e as festas em cadeia do futebol, muita animação, muita gente na rua, fogo de artificio no céu estrelado, bandeiras ao alto por todo o lado.

Olhando para trás e ao rever este meio ano podemos ver tudo o que foi conquistado, tudo o que ficou por fazer, tudo o que descobrimos, tudo o que perdemos, tudo o que aprendemos ou seja descobrimos que este meio ano pode ser um tempo curto por tudo ter acontecido tão depressa ou um tempo longo por tudo aquilo que aconteceu e mudou em nós em seis meses.

Não sou de fazer planos na mudança de ano, por isso também não os faço a meio do ano, os meus planos e sonhos surgem naturalmente em qualquer altura do ano. Por isso vou tentar continuar a viver cada dia da melhor forma que conseguir, pois o presente passa rapidamente a fazer parte do passado e nessa altura quero lembrar-me do que vivi com um sorriso no rosto.

E será que estes dias de Verão vão continuar a ser dias com muita alegria, felicidade sorrisos e loucura?
Espero bem que sim... e já agora que se prolonguem pelo resto do ano!

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