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quarta-feira, agosto 25, 2004

Provocação

Há alturas em que as pessoas parece que nos estão a provocar constantemente como se estivessem à procura de uma discussão. Já todos experimentamos esta situação ao longo da vida, provavelmente estando em ambos os lados, provocador ou provocado. Este acto de provocar o outro muitas vezes até é inconsciente como se fosse uma defesa mas existem alturas que é um acto consciente na procura da uma disputa.

Reagir a estas provocações normalmente resulta em discussão, o que até pode ser positivo se esta for esclarecedora, tudo depende muita da forma como a discussão é encarada pelas partes. No entanto, se quem é provocado não reage e se vai desviando dos disparos evitando o confronto eminente, então a provocação pode desaparecer fazendo com que o confronto se desvaneça ou então o confronto sobe de tom porque quem provoca sente-se ofendido por não surtir efeito as suas provocações e tenta provocar de novo.

Há momentos em que reagir é fundamental para esclarecer as situações, e existem muitas formas de reagir, mas também existem situações em que não reagir é também uma boa solução.

Comigo muitas vezes é mesmo assim, dá-me um prazer enorme não reagir às provocações e deixar quem me provoca decidir se quer continuar ou não pela via da provocação. Numas alturas é apenas uma forma de não entrar em conflito sem sentido por coisas mínimas para não desperdiçar energia e boa disposição, em outras alturas é uma forma de mostrar à outra parte que não me conseguiu incomodar e que até para isso tem de melhorar o seu nível.

No entanto, quando as provocações se vão acumulando torna-se cada vez mais complicado não reagir e não reagir na mesma moeda. É que provocar também pode ser uma grande tentação! A questão é saber se estamos preparados para a discussão de modo a que dela possam sair resultados que valham a pena o incómodo.

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