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sábado, setembro 11, 2004

A Música da Vida

A música representa um papel importante na minha vida. Existem músicas que ao ouvir me fazem lembrar momentos passados, outras que me fazem recordar pessoas ou locais, existem músicas que me fazem relaxar e músicas que me dinamizam, músicas que me tocam cá dentro e me emocionam e músicas que apenas me fazem companhia quando preciso delas.

Foi engraçado descobrir que Samuel Butler comparou a vida com a música, dizendo que:

“Life is like music, it must be composed by ear, feeling and instinct, not by rule.”

A vida tem de ser mesmo assim como a música, que é composta de ouvido com sentimento e instinto, e não por normas e regras.

A vida tem de ser vivida através do sentimento e instinto. O sentimento permite “medir” o nosso conforto perante as situações que vivemos enquanto que o instinto reflecte os nossos desejos, vontades e medos. E não podemos viver seguindo regras estabelecidas, porque todos nós somos diferentes uns dos outros, porque cada situação da nossa vida é única e não há receitas certas na vida.

Mas Samuel Butler continua dizendo:

“Nevertheless one had better know the rules, for they sometimes guide in doubtful cases, though not often.”

É verdade que tanto na música como na vida existem alguns princípios de base, que podemos usar em caso de dúvida, mas não demasiadas vezes para evitar que sejamos apenas seres mecânicos e previsíveis.

Esses princípios são as bases que temos para poder viver, são preceitos que podemos seguir quando em dúvida, mas não devemos ficar presos a eles. Quantas vezes é preciso quebrar regras e duvidar das regras estabelecidas para poder progredir? Basta olhar para a história para perceber que por vezes é preciso duvidar e seguir por caminhos desconhecidos para alcançar os objectivos.

A vida tem de ser vivida com emoção, sentimento e instinto mas devemos ter presente alguma razão que nos oriente desde que não nos deixemos amarrar por esta razão.

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