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sábado, novembro 27, 2004

A Viagem

A viagem era apenas mais uma de tantas já efectuadas, o caminho seria o mesmo de sempre e o destino estava a cerca de 3 horas. Ao longo dos últimos anos fui registando na memória um percurso que se tornou habitual e me serve tantas vezes de companhia nas minhas conversas comigo mesmo.

Pouco depois da viagem ter começado consegui perceber pelo retrovisor que o pôr-do-sol estava quase acontecer. O céu tornava-se avermelhado ao fundo e o estuário do Tejo lá estava também, capricho de uma auto-estrada que colocava no espelho o rio e o pôr-do-sol. Nesse momento a minha mente relembrou outros momentos assim junto ao mar quando o Sol se vai escondendo na linha do horizonte pintando o céu de cores quentes.

Mais à frente a noite caiu relembrando que o Inverno está quase a chegar e que estas viagens de regresso são agora feitas no escuro. De repente ali à minha frente uma luminosidade no céu escuro tomou-me de surpresa: a Lua Cheia iluminava a noite enquanto que com as finas nuvens acabadas de chegar faziam dispersar o luar. A Lua Cheia toca-nos sempre pela sua força e intensidade, desta vez não foi excepção.

A chegada ao Porto foi já em plena noite fria, mas voltar a esta minha cidade é sempre um momento especial. O Porto é uma cidade muito especial e que tem um encanto único, mas eu sou suspeito a falar dela porque aqui nasci e cresci. Sou um eterno apaixonado pelo Porto de tal forma que até os seus defeitos me cativam.

Esta viagem deixou-me este pôr-do-sol e este luar registados na minha memória apesar do cansaço, do trânsito intenso, do escuro da noite, das obras na auto-estrada e dos muitos quilómetros percorridos.

São momentos como estes que nos lembram que a natureza nos pode transmitir a energia que tantas vezes nos falta para o nosso dia-a-dia.


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