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segunda-feira, dezembro 13, 2004

Abanão

A terra tremeu hoje em Portugal. Um sismo de magnitude mediana abalou parte do país, provocando um susto a todos os que o sentiram, mas que parece não ter causado danos maiores.

O curioso é que Portugal precisa de um grande abanão para ver se consegue sair de um ciclo negativo a que parece cada vez mais estar amarrado. Os anos passam, os governos sucedem-se, as políticas mudam e os políticos vão surgindo sem que realmente se perceba uma mudança de fundo no nosso país.

Por exemplo, a educação que deveria ser a base do desenvolvimento do povo, continua turbulenta e confusa. Uma parte dos professores deste país não têm vocação nenhuma e muitos escolhem esta carreira por ser o último recurso para não fazerem parte da lista dos desempregados com canudo. Enquanto isso, os bons professores ficam perdidos e desmotivados no meio desta enorme confusão que é a educação nacional. Assim é difícil que a educação possa realmente catapultar o nosso país para o desenvolvimento.

A justiça parece finalmente começar a dar alguns sinais positivos, com os recentes julgamentos e a investigação dos chamados notáveis. No entanto há ainda tanto por fazer, quando nos lembramos da constante violação do segredo de justiça ou quando percebemos o tempo que demora qualquer simples caso a ter uma solução definitiva após adiamentos, recursos, anulações e outras formas de atrasar a tão desejada justiça.

E bem que poderia continuar a falar dos outros domínios da nossa vida em que a confusão, a ineficiência, a falta de profissionalismo e o desinteresse acabam criar uma enorme apatia neste país. O mal parece mesmo ser geral.
Mas pensando bem, que podemos nós esperar quando a nossa vida política (em todo o seu espectro, da direita à esquerda) parece quase uma novela ou uma comédia, tentando concorrer com a Quinta das Celebridades ou outro programa do género?

Portugal necessita mesmo de um enorme abanão que possa fazer acordar as consciências adormecidas dos mais competentes. É com lideranças fortes e capazes que se inverte o ciclo, o exemplo tem de vir de cima, não podemos exigir aos outros aquilo que não exigimos para nós próprios. Há que voltar a ter espírito de vitória, almejar o primeiro lugar em tudo o que nos dá sucesso.

Precisam-se urgentemente de abanões que nos façam mudar de rumo e reflectir sobre a forma acomodada em que vivemos! Não podemos continuar a seguir pelo caminho de sempre, por muito confortável que nos pareça, quando ele não nos leva ao desenvolvimento nem ao sucesso.
Não é fácil mudar. Eu sei que é muito mais simples dizer do que fazer, mas há que não desistir do sonho! Um dia vamos conseguir!

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