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quarta-feira, março 30, 2005

Sentimentos à Distância

As vozes que escutamos ao telefone revelam muito mais do que aquilo que as palavras nos dizem. O som que nos chega do outro lado da linha (como é comum dizer-se apesar de, quando é o caso, os telefones móveis não terem fios) acaba por ser muitas vezes alvo da nossa análise, seja ela consciente ou não.

Quem nunca ouviu uma voz acabada de acordar e ainda sonolenta, uma voz reveladora de preocupação, de tristeza, de nervosismo, de ameaça, de inquisição, de alegria, de irritação, de timidez ou de um qualquer outro estado de espírito que nos desperta interesse e curiosidade?

Quando conhecemos a pessoa em causa, é normal fazermos a comparação com outros registos que conhecemos. Daí inferirmos muitas vezes qual o seu estado de espírito ou a sua atenção à conversa que estamos a ter. E, se pressentimos algo que nos incomoda, como uma tristeza na entoação das palavras, somos tentados a perguntar: “O que se passa?”.

A tecnologia, além de nos permitir conversar à distância, também é um veículo destes sinais reveladores de sentimentos e da disposição mental dos nossos interlocutores. E se conhecemos bem quem está do outro lado, então tudo fica muito mais a descoberto.
Para além disso, também nós ficamos expostos a quem nos escuta com atenção.
 

 

domingo, março 27, 2005

Portadas Abertas

Portadas abertas em janela no centro do Porto 2004

A mudança da hora ocorrida este fim de semana antecipa a chegada de dias mais luminosos. As próximas manhãs vão ser um pouco mais escuras, mas será por pouco tempo. Enquanto isso, a luz do dia vai prolongar-se até bem mais tarde, trazendo uma luminosidade que nos vai dar mais alento diariamente.
Há que saber aproveitar essa luz e deixar que ela nos contagie.

Quando os nossos pensamentos ficam mais sombrios e frios, há que abrir as portadas da mente e deixar que a luz nos inunde. A luz transforma as sombras em cores vivas, as silhuetas em formas bem definidas e os fantasmas em oportunidades. Apesar de nem sempre gostarmos dessas cores, formas e oportunidades, por vezes precisamos de ser confrontados com elas de modo a descobrir por onde nos movimentamos e para quebrarmos as amarras que a escuridão nos tenta colocar.

É certo que muitas vezes precisamos de nos refugiar na escuridão para serenar ânimos e descansar o corpo e a mente. No entanto, é com a luz que conseguimos realmente acordar e recuperar a força necessária para seguir em frente, tal como as plantas que necessitam da luz do Sol para crescer.

Vamos deixar a luz entrar, porque até a noite escura tem outro encanto quando a Lua nos ilumina.
 

 

sexta-feira, março 25, 2005

Sabores

O carinho e a ternura constituem um suporte sobre o qual construímos outros sentimentos. Estão presentes nas várias formas de amor que conhecemos e funcionam como uma base sobre a qual colocamos outros ingredientes que vão moldando os sentimentos.

Construir um sentimento deste tipo requer, para além do carinho e da ternura, que se adicione o respeito, o companheirismo, a paixão, o desejo, a entrega, a admiração e outros ingredientes da vida. Não existem regras nem receitas infalíveis, por isso há que calcular “a olho” a dose de cada um dos ingredientes, provando e melhorando o sabor do sentimento que vamos experimentando.

E quando o resultado é bom, pode dizer-se que é uma delícia saborear o que se obtém!
 

 

quinta-feira, março 24, 2005

As Diferenças nas Indiferenças

Existem duas formas de indiferença: a real e aquela que é unicamente aparente. Enquanto a primeira representa a falta de força de algo ou alguém que o torna importante, a segunda simboliza a influência que se pretende negar existir.
A indiferença real revela um desprendimento sobre as situações, enquanto a aparente mostra que, apesar das tentativas de desapego, é necessário simular o desinteresse para tentar eliminar uma influência indesejada.

A indiferença real pode gerar a aparente quando se quer negar que algo de novo existe e nos toca de alguma forma, quase como se procurássemos obter um convencimento de nós próprios. É que muitas vezes negamos que algo nos interessa e depois aos poucos vamos ficando encantados exactamente com aquilo que inicialmente renegamos.

A indiferença aparente é quase sempre uma tentativa de almejar a indiferença real que parece complicada de ser atingida, seja porque estamos a descobrir algo ou porque simplesmente queremos esquecer alguma coisa que não contribui para a nossa felicidade.

Duas indiferenças, tão diferentes e tão ligadas entre si.
 

 

domingo, março 20, 2005

Doutores

João Duque, professor catedrático do ISEG, escreve no Expresso desta semana sobre uma pequena revolução que pode acontecer em Portugal. A propósito da introdução do novo modelo de ensino superior, resultantes da declaração de Bolonha, prevê-se uma mudança também dos títulos académicos associados a cada um desses graus:

“(...)
Uma revolução de costumes está a iniciar-se nos gabinetes das universidades e nos corredores ministeriais. Se Portugal adoptar, como tudo indica que sim, o modelo de estruturação do ensino superior repartido em 3 ciclos de formação em que o primeiro é formado por três anos, o segundo por dois e um terceiro por outros três, teremos então adoptado o modelo britânico que é também o da generalidade dos países europeus. Isso implicará, igualmente, novas designações para os graduados em cada nível: ao primeiro ciclo corresponderá o bacharelato (que os britânicos designam de «bachelor»), ao segundo ciclo corresponderá o mestrado («master»), e ao terceiro corresponderá o doutoramento («doctor»). É minha opinião que, se vamos importar o modelo, devemos importar o «package» completo, incluindo as três designações : bacharel, mestre e doutor.
(...)”

O título de “doutor” e a sua abreviatura “dr.”, que são utilizados abundantemente pelos licenciados deste país, poderão ter os seus dias contados. E como imagino que a maioria não gostará muito da ideia de usar o título “bacharel”, talvez seja uma excelente oportunidade para que no nosso país se coloque de parte a utilização dos títulos académicos como forma de vaidade pessoal. É que a sua utilização no nosso país vai muito além dos meios académicos ou profissionais: utilizam-se os títulos na vida pessoal das pessoas de tal forma que algumas pessoas são simplesmente o “senhor doutor”. As pessoas perdem o seu nome e ficam apenas com o título o que realmente não faz qualquer sentido.

A mudança no ensino superior não vai ser pacífica, tanto para aqueles que hoje o frequentam como para os que já por lá passaram e agora estão na expectativa de ver o que realmente significa o diploma que têm. Por exemplo, os actuais licenciados vão ser bacharéis enquanto que os novos mestres vão ter um percurso mais simples do que aquele que é exigido aos actuais mestres. Por tudo isto, e muitas outras questões ainda em aberto, vamos assistir a muita discussão em torno desta mudança.

Espero que pelo menos isto ajude a que os títulos académicos deixem de ser usados indiscriminadamente em Portugal.
 

 

sábado, março 19, 2005

Gérard Castello-Lopes

Gérard Castello-Lopes - Lisboa 1957

Alguns meses atrás, numa das minhas viagens entre Lisboa e Porto, ouvi na TSF uma brilhante entrevista com Gérard Castello-Lopes sobre a sua carreira como fotógrafo e onde ele falava também da sua enorme admiração por Henri Cartier-Bresson.
Depois de o escutar fiquei com uma enorme curiosidade de conhecer o trabalho de ambos. Vim a conhecer um pouco mais de Cartier-Bresson através de livros, da Internet e pouco tempo depois com reportagens na televisão sobre a sua morte.

Agora, devido ao que descobri na Via Dupla, já sei onde posso conhecer o trabalho de Gérard Castello-Lopes. Existe uma exposição até dia 12 de Abril na Galeria Fernando Santos na Rua Miguel Bombarda, 526 / 536 no Porto.
Tenho de ver se consigo, um destes dias, ir visitar esta exposição.
 

 

quinta-feira, março 17, 2005

Conquista

Um dos chavões do marketing e vendas é:

“A fidelidade não se compra, conquista-se, a longo prazo, através das nossas atitudes e comportamentos, que demonstram, confiança, respeito, atenção etc,.”

Curioso como se poderia aplicar exactamente o mesmo às mais variadas relações humanas: onde a fidelidade não deveria ser exigida ou imposta mas sim conquistada continuamente.

No entanto, é preciso saber o que realmente significa “fidelidade” nas relações humanas. É que existe uma extensa escala de atitudes que não é vista de igual forma por toda a gente.
Depende das pessoas, do tipo de relação que está em jogo, da educação de cada um, dos sonhos construídos e da própria experiência de vida que vai mudando a forma como as pessoas sentem e vivem essa escala de atitudes.

O mundo exterior existirá sempre em redor das relações enquanto que as tentações se vão cruzando no caminho das pessoas.
E a conquista é uma grande ajuda para que se mantenham unicamente como tentações.
 

 

quarta-feira, março 16, 2005

Acreditar

Fiquei a pensar nesta passagem de Carl Sagan que encontrei no Citador:

“Uma das lições mais tristes da história é a seguinte: Se formos enganados durante muito tempo, temos tendência a rejeitar qualquer prova de fraude. Deixamos de estar interessados em descobrir a verdade. A fraude apanhou-nos. É demasiado doloroso reconhecer, nem que seja para nós mesmos , que fomos levados à certa. Uma vez que damos a um charlatão poder sobre nós mesmos, quase nunca o recuperamos. Por conseguinte, as velhas fraudes têm tendência a persistir, ao mesmo tempo que surgem outras novas.”

Carl Sagan in “O Mundo Infestado de Demónios”

Às vezes, aceitamos uma mentira que nos é dita, mesmo suspeitando que estamos a ser enganados, apenas para não termos de reagir a ela. Em outras ocasiões somos enganados e nem sequer nos apercebemos disso, tal é a nossa crença naquilo em que decidimos acreditar. Somos enganados e nem sequer ousamos duvidar dessa nossa verdade.
Contudo, é preciso questionar e colocar em dúvida esse mundo de vez em quando, porque não podemos deixar de tentar descobrir outras realidades ou outras formas de ver a mesma realidade que conhecemos. Duvidar também é importante, nem que seja para voltar a crer naquilo em que já acreditávamos.

Por vezes, também nos recusamos a acreditar na realidade que está na nossa frente. Talvez porque ela é excessivamente má ou porque nos parece ser boa demais para aquilo que julgamos merecer. Decidimos nessa altura não acreditar naquilo que temos perante nós, construímos a nossa pseudo-realidade, e vivemos em função disso. Nessas alturas, provavelmente até nos estamos a enganar a nós próprios. No entanto, o pior é quando deixamos de ter capacidade de acreditar, porque fomos enganados demasiado número de vezes, e passamos a duvidar de tudo.

Duvidar, questionar e não tomar tudo por verdade é fundamental para podermos evoluir, mas não podemos abdicar de ter algumas bases relativamente sólidas em que acreditamos. São elas que nos permitem alicerçar o nosso conhecimento e crescimento.

E na realidade, nós só acreditamos naquilo em que queremos acreditar!
 

 

terça-feira, março 15, 2005

Ventos

Moínhos

Há ventos fortes que nos incomodam e fazem esvoaçar o cabelo, mas nada melhor do que saber tirar partido, em nosso proveito, da força que ele tem. No passado, os moínhos aproveitavam o vento que soprava e hoje assistimos ao desenvolvimento da energia eólica.

Aproveitar os ventos, mesmo que à primeira vista não nos pareçam favoráveis, é um grande desafio que temos muitas vezes pela frente. Há que saber lidar (e não lutar contra) com eles: primeiro temos de conhecê-los bem, depois é preciso procurar a forma de nos defendermos da sua violência e por fim há que encontrar uma forma de aproveitar o que de positivo os ventos nos podem trazer.

É também assim na nossa vida: quem souber tirar partido das dificuldades e obstáculos que se atravessam no caminho e nos deixam desconfortáveis, terá oportunidade de sair reforçado dessa experiência que à primeira vista parece complicada.
 

 

segunda-feira, março 14, 2005

Pi

Hoje é o dia do Pi!

O (π) é um número irracional que representa razão entre a circunferência de um círculo e o seu próprio diâmetro, e tem vindo a ser calculado desde a antiguidade no sentido de se aumentar a sua precisão.

O valor de π com uma aproximação de apenas 3 dígitos é 3,14 e daí que alguém se tenha lembrado que o dia 14 de Março (3-14) poderia ser usado para lembrar esta constante tão importante na matemática. Assim sendo, muitos matemáticos aproveitam esta data para realizar actividades relacionadas com esta constante matemática.

No entanto, o valor de 3,14 é uma das aproximações mais simples de π, pois os cálculos de maior precisão requerem a utilização de mais casas decimais. Quando há necessidade de um exactidão acrescida é comum utilizar 3,14159, enquanto que os computadores e máquinas de calcular vão utilizando cada vez mais dígitos para o representar. Entretanto o seu cálculo continua a ser alvo de muita investigação e variadas tentativas de bater recordes de casas decimais calculadas.

Pois é, há dias para tudo! Até para o π.
 

 

sábado, março 12, 2005

Os Presidentes

Esta semana, na quarta-feira, comemorava-se o nono aniversário de Jorge Sampaio na Presidência da República. Nessa manhã fazia eu a viagem do Porto para Lisboa tendo por companhia a rádio, na altura na TSF onde se discutia precisamente esse aniversário, quando fui surpreendido por uma intervenção muito interessante.

As palavras ditas tinham tanto de político como de história, até porque o autor é alguém que se dedica à ciência política. Ouvi-o atentamente e procurei fixar o seu nome, que para mim era desconhecido, com o intuito de procurar mais informação sobre quem me tinha surpreendido positivamente.

Hoje fui à descoberta de José Adelino Maltez e acabei por encontrar o seu blog: Sobre o tempo que passa. Encontrei depois um excelente texto que reflecte o que tinha ouvido da boca dele na quarta-feira de manhã:

“(...)
Este é o sétimo presidente eleito por sufrágio universal e directo, depois de Sidónio Pais, Óscar Carmona, Craveiro Lopes, Américo Tomás, Ramalho Eanes e Mário Soares. O terceiro presidente eleito no presente regime democrático. O segundo civil a atingir tal dimensão.
(...)”

Este excerto faz parte do artigo que nos ensina imenso sobre a história da Presidência da República e que pode ser lido aqui. Gostei muito de ler agora com mais atenção e calma, o que tinha ouvido outro dia enquanto conduzia.

A rádio continua hoje a ser um meio de comunicação especial. Pode servir de companhia nas viagens mais ou menos longas e ao mesmo tempo consegue fugir da vulgaridade e das banalidades que começam a ser o habitual da televisão. Esta semana além da companhia que me fez, também me ensinou algo sobre os nossos Presidentes da República e ainda me apresentou José Adelino Maltez.
 

 

sexta-feira, março 11, 2005

Complicado

Algo tem de mudar porque as coisas não podem continuar assim. É impossível manter este rumo em que ninguém está confortável nem satisfeito. Há uma enorme falta de confiança e torna-se complicado manter a união de forma a chegar a bom porto.
Vai ser preciso um grande abanão, não sei de que tipo, mas ele é necessário.

Esta noite foi demasiado má! Este F.C.Porto precisa de uma alma nova.
 

 

terça-feira, março 08, 2005

Mulher

Por muitas flores que se distribuam ou discursos que se façam, o facto de hoje ser o Dia Internacional da Mulher apenas nos recorda que é preciso ter uma data especifica para nos lembrar que continuam a existir diferenças de oportunidade entre as pessoas baseadas simplesmente no seu sexo.

De qualquer forma aqui fica uma pequena lembrança musical: um excerto da canção Girl from the North Country de Bob Dylan.

“Well, if you're travelin' in the north country fair,
Where the winds hit heavy on the borderline,
Remember me to one who lives there.
She once was a true love of mine.

Well, if you go when the snowflakes storm,
When the rivers freeze and summer ends,
Please see if she's wearing a coat so warm,
To keep her from the howlin' winds.

Please see for me if her hair hangs long,
If it rolls and flows all down her breast.
Please see for me if her hair hangs long,
That's the way I remember her best.”

 

 

domingo, março 06, 2005

Relógios

Existem alturas em que nos apetece conquistar o mundo, outras em que precisamos de meditar, momentos em que precisamos do silêncio e outros em que só nos apetece gritar. É como se além do relógio biológico e do tempo medido ao segundo, ainda tivessemos dentro de nós um outro relógio íntimo que nos dá indicações sobre a nossa forma de actuar perante o mundo que nos rodeia.

Sendo este relógio pessoal e único, não será de estranhar que nos relacionamentos entre pessoas possam surgir mal-entendidos e discussões sem sentido. Basta que o sincronismo entre as várias pessoas envolvidas se perca. Veja-se o exemplo da nossa vida política recente, em que uma maioria estava completamente afastada de um governante que queria manter-se em funções.

No entanto, quando os relógios estão síncronos nessas relações, as pessoas conseguem traçar e levar adiante projectos importantes em conjunto. Porque a empatia envolve as várias partes envolvidas e os ritmos de cada um, mesmo que não totalmente sincronizados, são compatíveis de uma forma harmoniosa. Nessas alturas, há que aproveitar para tirar o máximo de proveito da vida, porque nunca se sabe quanto tempo durará esse sincronismo. Voltando à política, espero sinceramente que se aproveite agora para dar o impulso que tanto esperamos ao nosso país.

Será que existe um momento certo para fazermos cada uma das coisas que queremos fazer na vida? Talvez não exista, mas decerto que gostamos de acreditar nisso e procuramos no nosso relógio íntimo esse tal instante mágico.
É o nosso ritmo pessoal de viver!
 

 

quinta-feira, março 03, 2005

Invisibilidade

Existem momentos na vida em que desejamos que a nossa presença se torne despercebida como se fossemos invisíveis. Essa vontade surge quando não queremos ser relacionados com o que nos rodeia ou quando ansiamos conseguir captar o ambiente sem que ele esteja condicionado pela nossa presença. A invisibilidade surge assim da necessidade de alheamento ou da curiosidade sobre o mundo que nos rodeia.

No entanto, em outras alturas, a invisibilidade parece que vem em nosso encalço para nos abater. Acontece quando sentimos a falta de atenção, quando não somos ouvidos ou tidos em conta. Nesses momentos parece que não existimos de verdade e apenas deambulamos anónimos pela vida. Esta outra invisibilidade parece que nos empurra para um buraco onde nos sentimos desaparecer.

Acho que todos já experimentamos a vontade de desaparecer de momento para o outro ou de poder estar num qualquer lugar sem ninguém o saber, mas infelizmente também temos a experiência de nos sentirmos ignorados como se não fossemos visíveis. Por tudo isso, a invisibilidade é um ideia sedutora desde que a possamos controlar de acordo com o nosso estado de espírito. Quando nos é imposta torna-se rapidamente num enorme pesadelo.
 

 

quarta-feira, março 02, 2005

Uma Bela Surpresa

Um das pessoas que mais gosto de ouvir falar e de ler é o Júlio Machado Vaz, aliás já o citei por aqui algumas vezes. Durante vários anos, aos Domingos, não perdia os programas dele na rádio com o Aurélio Gomes e com o saudoso José Gabriel. Mais tarde, o Aurélio foi substituído pela Marta Santos, mas os programas mantiveram a sua presença habitual no espaço do meu fim de semana.
Hoje em dia continuo a ser um ouvinte atento dos seus programas na rádio (os que consigo ouvir), um espectador habitual do seu programa semanal na televisão e um leitor deliciado com os seus escritos.

Júlio Machado Vaz, sexólogo e comunicador, passa também agora a ser um blogger como é costume chamar-se a quem escreve nos blogs. O Murcon é o seu espaço de escrita neste mundo da comunicação. Deliciem-se!
 

 

terça-feira, março 01, 2005

Fairport Convention

Fairport Convention no Porto a 28-Fev-2005

A música andou à solta ontem à noite e encantou quem enfrentou o frio da noite e se aventurou pelo Teatro Sá da Bandeira, esquecendo o futebol na televisão e ignorando o festival de cinema ali ao lado.

Os Fairport Convention foram formados em 1967, continuando apesar das entradas e saídas de músicos ao longo destes 38 anos de actividade. Da formação inicial resta apenas Simon Nicol (voz e guitarra acúsica), mas que acompanhado por Dave Pegg (baixo, bandolim e voz) que chegou à banda 1969, consegue transportar a magia inicial da música da banda. No entanto, Ric Sanders (violino) está na banda há 20 anos e Chris Leslie (bandolim, bouzouki, violino e voz) participou em 1992 passando a integrar a banda 4 anos mais tarde. Em 1998 chegou Gerry Conway (bateria e percursão), o mais recente músico da banda.

Para quem não os conhece, são uma das bandas inglesas mais importantes do chamado folk-rock que tanta relevância teve nos finais da década de 60 e na década de 70 do século passado. A música deles navega entre o acústico e o eléctrico, tendo uma grande influência celta, que associa o ritmo à magia dos sons. A boa disposição esteve sempre presente e contagiou o público que vibrou ao ritmo da música.

A noite passada a banda voltou ao Porto para nos brindar com um excelente concerto, no qual foram misturando as canções mais recentes com temas mais antigos e bem conhecidos da maioria daqueles que assistiam deliciados à actuação dos Fairport Convention.

Já tive o privilégio de ver ao vivo duas das bandas mais representativas do folk-rock: os Fairport Convention e os Magna Carta. Faltam-me ainda os Steeleye Span e os Jethro Tull, e espero que novas oportunidades surjam em breve.

Quanto à organização do Fantas Sound (e atendendo a que só fui a este espectáculo), é pena que não tenham agendado os concertos em dias em que não houvesse sessões de cinema do Fanstasporto. Era impossível estar nos dois lados ao mesmo tempo e a música, neste caso, ficou a perder.
De qualquer forma, deixo o meu agradecimento ao Mário Dorminsky pela escolha desta banda, que ele próprio se encarregou de apresentar ontem à noite. Sei que temos alguns gostos musicais comuns, já o vi em várias ocasiões no Festival Intercéltico, na vinda dos Magna Carta ao Porto e recentemente no Vilar de Mouros para assistir, entre outros, a Bob Dylan.

Ontem, a noite foi musicalmente fantástica!
Obrigado aos Fairport Convention e... até breve!
 

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