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domingo, março 06, 2005

Relógios

Existem alturas em que nos apetece conquistar o mundo, outras em que precisamos de meditar, momentos em que precisamos do silêncio e outros em que só nos apetece gritar. É como se além do relógio biológico e do tempo medido ao segundo, ainda tivessemos dentro de nós um outro relógio íntimo que nos dá indicações sobre a nossa forma de actuar perante o mundo que nos rodeia.

Sendo este relógio pessoal e único, não será de estranhar que nos relacionamentos entre pessoas possam surgir mal-entendidos e discussões sem sentido. Basta que o sincronismo entre as várias pessoas envolvidas se perca. Veja-se o exemplo da nossa vida política recente, em que uma maioria estava completamente afastada de um governante que queria manter-se em funções.

No entanto, quando os relógios estão síncronos nessas relações, as pessoas conseguem traçar e levar adiante projectos importantes em conjunto. Porque a empatia envolve as várias partes envolvidas e os ritmos de cada um, mesmo que não totalmente sincronizados, são compatíveis de uma forma harmoniosa. Nessas alturas, há que aproveitar para tirar o máximo de proveito da vida, porque nunca se sabe quanto tempo durará esse sincronismo. Voltando à política, espero sinceramente que se aproveite agora para dar o impulso que tanto esperamos ao nosso país.

Será que existe um momento certo para fazermos cada uma das coisas que queremos fazer na vida? Talvez não exista, mas decerto que gostamos de acreditar nisso e procuramos no nosso relógio íntimo esse tal instante mágico.
É o nosso ritmo pessoal de viver!
 

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