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terça-feira, maio 17, 2005

Rumo

Teremos um rumo verdadeiramente traçado para o desenrolar da nossa vida ou será que ela vai apenas contornando e saltando sobre os obstáculos que lhe aparecem pela frente desafiando constantemente o conceito de rumo?

Se calhar nenhuma destas duas opções é a correcta. Provavelmente será um meio termo em que vamos estipulando rumos que tentamos manter até que a nossa resistência nos obrigue a repensar a direcção que estamos a seguir. E com certeza que haverá momentos em que preferimos navegar ao sabor das ondas ou dos ventos, adiando o traçar de uma rota para outra altura.
Essa necessidade racional de fixar uma orientação bem definida é capaz de limitar a nossa viagem ao longo do tempo: quer seja por hesitarmos imenso em mudar de rumo ou por acharmos que a falta deste é sempre um facto negativo.

Às vezes, sabe bem navegar sem rota delineada à partida, explorando e descobrindo aquilo que não faz parte dos percursos considerados “normais” (seja lá o que esta palavra signifique).
E os rumos podem depois emergir naturalmente.
 

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