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domingo, julho 31, 2005

Morrer na Praia

Morrer na praia é a expressão que simboliza o náufrago que, depois de tantas tormentas e lutas pela sobrevivência, morre já com a praia a seus pés. Uma luta inglória, porque lutou e resistiu, mas no último fôlego não foi capaz de vencer o derradeiro obstáculo.
Quando já tinha quase tudo ao seu alcance, acabou por perder. A vida fugiu-lhe por entre os dedos no momento em que se preparava para agarrá-la.

É uma injustiça, dizem uns, enquanto outros afirmam com uma frieza cruel que ele deveria ter sido mais rápido e concentrado na luta para poder ganhar esses segundos que lhe faltaram no fim.

Morrer na praia é tão injusto como reprovar num exame com uma nota quase no limite do positivo ou como não ganhar o totoloto ou o euromilhões porque escolhemos o número ao lado daquele que saiu.
Num caso é o resultado de uma falha: um pouco mais de estudo e teria sido possível, ou seja, faltou dedicação à causa pela qual se luta. No segundo caso temos a falta de sorte (que também é essencial na vida) para saber fazer a opção correcta naquele momento. Isto tendo a consciência que o futuro é um enorme desconhecido que temos pela frente.

Injusto ou não, morrer na praia é sempre uma desculpa e um tormento para quem perde dessa forma, porque é um misto entre falhas, opções erradas, infortúnios e momentos mal escolhidos.
 

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