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domingo, julho 24, 2005

Velocidade da Ponte e do Tempo

Este enorme rodopio de um lado para o outro deixa-me com saudades do Porto: de o ver, de o escutar, de me encantar com ele, de sorrir a cada vez que vejo o Douro que corre da Ribeira até à Foz e de captar a vida desta cidade de que eu tanto gosto.

Ponte da Arrábida, Porto

Já quase só o vejo de fugida, sobre a ponte que atravesso em velocidade ou numa das raras incursões pelo seu interior com destino marcado e desafiando sempre os ponteiros do relógio.

E quando percebemos que temos saudades de alguma coisa (daquelas que não fazemos por falta de tempo), acabamos por descobrir que temos de gerir melhor o nosso tempo, para evitar a sensação de estarmos a envelhecer rapidamente.

Será que conseguimos atravessar o tempo de forma diferente? Talvez fosse bom conseguir usar de vez em quando um barco em vez da ponte. Poderíamos apreciar a paisagem e sentir o baloiçar da corrente da vida, em vez de atravessar em correria sobre a ponte cheia de ruído, que nos impede de vislumbrar os detalhes daquilo que nos rodeia.
 

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