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domingo, julho 17, 2005

A Velocidade do Tempo

O tempo passa cada vez mais apressado por nós, escapa rapidamente por entre os nossos dedos e parece-nos uma surpresa descobrir que não fizemos nada daquilo que tínhamos planeado. O tempo continua a correr ao ritmo de um tic-tac cada vez mais digital e menos mecânico, mas não é por isso que nos parece correr mais depressa do que quando éramos crianças e contávamos as semanas, dias, horas e minutos. O tempo é exactamente o mesmo, quem mudou fomos nós porque estamos mais ocupados e menos ansiosos em crescer rumo a uma vida de adulto que antigamente nos seduzia.

A mudança de referencial está dentro de nós e o tempo parece ser cada vez mais veloz que nós próprios e do que a nossa capacidade de agir e reagir perante um mundo que exige de nós respostas rápidas. No meio desta vivência acabamos por não fazer as pausas regulares para analisarmos o que fizemos e o que queremos atingir, ou quando as fazemos descobrimos que passou tanto tempo desde a última vez que fizemos uma paragem de reflexão. Descobrimos assim que o tempo passou por nós sem que tivéssemos capacidade para assimilar tudo o que aconteceu entretanto.

E assim parece que o tempo voa sem que tenhamos capacidade de o acompanhar. As pausas parecem perda de tempo, mas se calhar é isso que nos falta para conseguirmos entender que o passar dos segundos continua a ser o mesmo que ouvíamos no bater do velho relógio quando éramos crianças.
 

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