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sábado, janeiro 21, 2006

Fragilidades

Somos fortes e lutadores, não desistimos facilmente de uma luta ou discussão. No entanto também somos demasiado frágeis perante aqueles ataques certeiros com que somos surpreendidos de vez em quando (e quando menos esperamos).

Pode ser uma palavra ou uma frase mais ácida numa discussão ou uma simples referência a algo que nos toca fundo e que se torna suficiente para perdermos a capacidade de reacção para continuar a luta.
Pode ser um acontecimento que nos toma desprevenidos e nos coloca no nosso lugar de seres pequenos e indefesos perante uma força bem maior do que aquela que conseguimos alcançar e compreender.
Pode ser um sentir de uma injustiça cometida contra nós, que nos rouba alguma coisa que imaginavamos possuir (material ou não) e sem a qual parece que as nossas forças desaparecem.
Pode ser um acidente ou uma enfermidade que nos mostra como a somos um alvo tão fácil de atingir e tão complicado de recuperar.
Pode ser um mal entendido que nos afasta de um caminho traçado enquanto reagiamos a quente perante uma situação que deveria ser bem pensada.
Pode ser um sonho (ou pesadelo) que nos importuna o descanso e que por vezes teima em não se diluir no momento de acordar.
Pode ser...

Tantos pequenos pormenores da vida que nos mostram a fragilidade com que temos de conviver. Curiosamente, é nesses momentos que mais necessitamos daquela força que faz de nós uns lutadores acérrimos por nós próprios e pelas nossas ideias. E essa força parece que se perde no meio do nosso espanto por percebermos como somos simplesmente humanos frágeis.
 

 

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Conversas e Silêncios

Quando existem laços fortes entre as pessoas, as palavras brotam naturalmente enquanto formam longas conversas ou então desaparecem com a mesma naturalidade dando lugar a um silêncio cúmplice que deixa ambos confortáveis na presença um do outro.

No entanto, não se deve confundir essas conversas com o mero debitar de frases avulsas para evitar o silêncio. E atenção que a cumplicidade dos silêncios não se encontra no simples calar de bocas, é preciso que a comunicação se mantenha através de outros meios: olhares, toques, sorrisos, partilha de uma paisagem, etc...
 

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