<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545</id><updated>2009-02-21T09:17:52.348Z</updated><title type='text'>jotakapa</title><subtitle type='html'>Pensamentos, ideias, escritos, imagens e outras pequenas coisas que parecem pedir para ser partilhadas aqui convosco.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jotakapa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>236</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-113878779613155994</id><published>2006-02-01T00:00:00.000Z</published><updated>2006-02-01T10:06:22.590Z</updated><title type='text'>Fim</title><content type='html'>Será que tudo tem de ter um fim? &lt;br /&gt;Penso que sim. Os finais podem ser definitivos ou não, mas são marcas que se colocam ou se identificam para referência futura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas que podem ser apenas o fim de um ciclo ou de uma fase e que resultam normalmente de uma transformação oorrida. Fruto de uma realidade que evolui (ou regride, dependendo do ponto de vista) para um novo estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou pode ser um final definitivo que se coloca em alguma coisa que ficará para sempre tal e qual foi e aconteceu. Ficará como uma memória passada na mente de quem teve a oportunidade de assistir e poderá ser fruto de uma análise de quem no futuro contactar com essa memória se ela se mantiver disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os finais aparecem tantas vezes quando menos se espera, veja-se o caso da morte de alguém querido que nunca acreditamos ser possível apesar de todos os sinais que possamos ter. É um final inevitável mas que quase sempre nos apanha de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog também vem dando sinais de que o final se aproxima e há muito que se encontra moribundo. Por isso ele termina aqui e agora.&lt;br /&gt;Sempre afirmei que o manteria enquanto tivesse prazer nisso, mas percebi que o encanto e a sedução inicial se dissiparam, talvez em parte porque eu próprio mudei enquanto pessoa. Ou porque perdeu a força que lhe sentia inicialmente ou porque simplesmente o tempo não dá para tudo aquilo que tenho (e quero) fazer na minha vida. É que a vida não é eterna e há tanta coisa que ainda não vivi! Será que ainda tenho tempo para tudo?&lt;br /&gt;A verdade é que não consigo identificar uma razão única porque decidi que o blog acabaria agora. Apenas senti a necessidade de lhe colocar um final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a memória de tudo o que escrevi por aqui. Foram mais de dois anos, embora desde Agosto pouco tenha sido partilhado. Não estou arrependido, fico com uma memória agradável do que por aqui escrevi, li, aprendi, percebi e até direi que vivi de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia no início deste último texto: tudo tem um fim, seja definitivo ou não, mas a memória essa nunca se apaga totalmente se aquilo que aconteceu foi importante. Espero ter deixado pequenas marcas (por mais minúsculas que sejam) por aí com as minhas palavras; é através delas que se contrói a memória do que este blog significa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os finais não devem ser mais dolorosos do que aquilo que já o são, por isso não me alongo mais. Quero deixar apenas expresso o meu agradecimento a todos os que participaram deste espaço: quem me criticou, apoiou, comentou, corrigiu, incentivou ou simplesmente me leu durante este tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-113878779613155994?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113878779613155994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113878779613155994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2006/02/fim.html' title='Fim'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-113787013325026920</id><published>2006-01-21T19:01:00.000Z</published><updated>2006-01-21T19:06:50.473Z</updated><title type='text'>Fragilidades</title><content type='html'>Somos fortes e lutadores, não desistimos facilmente de uma luta ou discussão. No entanto também somos demasiado frágeis perante aqueles ataques certeiros com que somos surpreendidos de vez em quando (e quando menos esperamos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma palavra ou uma frase mais ácida numa discussão ou uma simples referência a algo que nos toca fundo e que se torna suficiente para perdermos a capacidade de reacção para continuar a luta.&lt;br /&gt;Pode ser um acontecimento que nos toma desprevenidos e nos coloca no nosso lugar de seres pequenos e indefesos perante uma força bem maior do que aquela que conseguimos alcançar e compreender.&lt;br /&gt;Pode ser um sentir de uma injustiça cometida contra nós, que nos rouba alguma coisa que imaginavamos possuir (material ou não) e sem a qual parece que as nossas forças desaparecem.&lt;br /&gt;Pode ser um acidente ou uma enfermidade que nos mostra como a somos um alvo tão fácil de atingir e tão complicado de recuperar.&lt;br /&gt;Pode ser um mal entendido que nos afasta de um caminho traçado enquanto reagiamos a quente perante uma situação que deveria ser bem pensada.&lt;br /&gt;Pode ser um sonho (ou pesadelo) que nos importuna o descanso e que por vezes teima em não se diluir no momento de acordar.&lt;br /&gt;Pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos pequenos pormenores da vida que nos mostram a fragilidade com que temos de conviver.  Curiosamente, é nesses momentos que mais necessitamos daquela força que faz de nós uns lutadores acérrimos por nós próprios e pelas nossas ideias. E essa força parece que se perde no meio do nosso espanto por percebermos como somos simplesmente humanos frágeis.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-113787013325026920?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113787013325026920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113787013325026920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2006/01/fragilidades.html' title='Fragilidades'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-113658757301650994</id><published>2006-01-06T22:00:00.000Z</published><updated>2006-01-07T16:24:11.653Z</updated><title type='text'>Conversas e Silêncios</title><content type='html'>Quando existem laços fortes entre as pessoas, as palavras brotam naturalmente enquanto formam longas conversas ou então desaparecem com a mesma naturalidade dando lugar a um silêncio cúmplice que deixa ambos confortáveis na presença um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não se deve confundir essas conversas com o mero debitar de frases avulsas para evitar o silêncio. E atenção que a cumplicidade dos silêncios não se encontra no simples calar de bocas, é preciso que a comunicação se mantenha através de outros meios: olhares, toques, sorrisos, partilha de uma paisagem, etc...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-113658757301650994?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113658757301650994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113658757301650994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2006/01/conversas-e-silncios.html' title='Conversas e Silêncios'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-113538619584251768</id><published>2005-12-24T00:59:00.000Z</published><updated>2005-12-24T01:06:29.306Z</updated><title type='text'>Pausa de Natal</title><content type='html'>Confesso que hesitei muito. Escrever um texto apenas porque é Natal parece ser uma desculpa esfarrapada para voltar aqui a deixar algumas palavras. Pensando melhor, para que preciso eu de uma desculpa? O espaço é meu e ao longo do tempo afirmei que devemos usar esta forma de expressão enquanto e quando nos apetecer porque só assim sentimos como nosso o que aqui se vai construindo. &lt;br /&gt;Não havendo obrigações também não devem existir desculpas, por isso comecei a juntar as letras e palavras para dar forma a um texto. Depois de concluído decidirei o destino dele: publicação, lixo ou arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto é difícil fugir ao Natal num dia como o de hoje. Aliás a maioria das pessoas já deve andar cansada só de pensar nesta festa depois de tantos Pais Natais pendurados em varandas, das intermináveis compras, da quantidade de trânsito em volta dos shoppings e enorme lista de cartões de natal, chamadas, emails e sms a fazer para não deixar ninguém importante esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim o Natal dos nossos dias, cansativo e confuso além de ser caro e cada vez menos humano. Tudo para que numa noite de meia dúzia de horas se possa estar tranquilo à mesa ou sofá cumprindo um ritual natalício. E nessa hora muitos vão esquecer aquilo que os incomoda todos os dias, adiando para o dia seguinte os problemas que sentem.&lt;br /&gt;Infelizmente eles vão regressar depois dos presentes desembrulhado e dos pratos limpos da consoada. O Natal é apenas uma pausa que fazemos na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente são as faltas que vão estar permanentemente presentes nesta noite. Essas vão ser sentidas sem pausas, porque não existe prenda ou Pai Natal capaz de substituir quem não está presente nesta ocasião. &lt;br /&gt;Este ano haverá faltas no meu Natal, algumas mais dolorosas que outras, umas mais fáceis de aceitar que outras, mas haverá uma que será muito forte nesta noite porque ainda é complicado ver uma cadeira vazia onde sempre me habituei a ver alguém muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejas onde estiveres, Feliz Natal para ti! &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-113538619584251768?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113538619584251768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/113538619584251768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/12/pausa-de-natal.html' title='Pausa de Natal'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112431910811788832</id><published>2005-08-17T23:47:00.000+01:00</published><updated>2005-08-18T10:59:00.596+01:00</updated><title type='text'>Encantadora</title><content type='html'>Entrou no carro no final de mais um dia de trabalho. Conduziu pela estrada marginal, junto do rio, e encaminhou-se para a beira-mar onde estacionou. Por alguns momentos ficou simplesmente a contemplar a dança agitada das águas do rio e do mar, enquanto se misturavam.&lt;br /&gt;Abriu a janela e deixou entrar o cheiro a maresia. Inspirou, de olhos fechados, degustando o odor refrescante daquele momento, enquanto se imaginava por outras paragens bem menos quotidianas. Saiu do carro, sentou-se no muro e ficou à espera dela. O tempo foi passando, mas ele aguardou pacientemente a sua chegada. Tinha a certeza que ela viria ao seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Sol começou a desaparecer, ela chegou com a timidez de uma menina e o atrevimento de quem sabe que é desejada. Passeou-se em movimentos suaves perante os olhos extasiados dele. Ele sentia-se incapaz de disfarçar o sorriso de felicidade de a rever assim, tão cheia de magia. Fechou os olhos e passou em revista os múltiplos lugares por esse mundo fora onde se tinha sentido enfeitiçado por ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou-a de novo antes de lhe sussurrar: &lt;em&gt;“Vem comigo, acompanha-me esta noite!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Depois entrou no carro, ligou o rádio e arrancou ao som de Sting:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“We could walk forever&lt;br /&gt;Walking on the moon&lt;br /&gt;We could be together&lt;br /&gt;Walking on, walking on the moon”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Seguiu então viagem pela noite estrelada, na companhia daquela Lua encantadora!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112431910811788832?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112431910811788832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112431910811788832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/08/encantadora.html' title='Encantadora'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112380341385828148</id><published>2005-08-12T00:29:00.000+01:00</published><updated>2005-08-12T09:46:54.726+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>A lua brilhava no céu estrelado com um intensidade especial, como que anunciando que aquela noite quente seria distinta de tantas outras. A janela aberta deixava entrar uma ligeira brisa, vinda do mar, que inundava o quarto. A música soava pelo quarto cortando o silêncio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele rodou a chave na porta de entrada. Vinha cansado da longa viagem mas pressentiu de imediato que alguma coisa de especial o esperava. Dirigiu-se rapidamente para o quarto, seguindo a voz de Pedro Abrunhosa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Tu és todos os sons&lt;br /&gt;De todo o silêncio,&lt;br /&gt;Por isso eu te espero&lt;br /&gt;Te quero e te penso.”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Entrou e parou de imediato a observar desconfiado o quarto vazio, em busca de uma pista. A casa de banho anexa ao quarto tinha uma luz ténue que espreitava pela porta entreaberta, onde um post-it colado anunciava as primeiras instruções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Despe-te e apaga a luz antes de te aventurares!”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade aumentava a cada segundo gasto no cumprir das ordens dela. Quando se preparava para apagar a luz, viu um novo papelinho amarelo colado no interruptor, que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Apetece-me algo! Sabes o quê? Tu! És tu que eu desejo!”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Os dedos dele apagaram a luz e encaminhou-se para quem tanto o desejava. Abriu a porta e viu-a na banheira cheia de espuma à espera dele. Tinha o sorriso de catraia que tanto o seduzia, um sorriso que misturava a inocência com o atrevimento. Por toda a divisão havia velas acesas que iluminavam o ambiente, deixando um aroma relaxante e envolvente.&lt;br /&gt;A canção de Caetano parecia falar por ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Linda&lt;br /&gt;E sabe viver&lt;br /&gt;Você me faz feliz&lt;br /&gt;Esta canção é só pra dizer&lt;br /&gt;E diz&lt;br /&gt;Você é linda&lt;br /&gt;Mais que demais&lt;br /&gt;Vocé é linda sim&lt;br /&gt;Onda do mar do amor&lt;br /&gt;Que bateu em mim”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Ela chamou-o com um dedo que apontava na sua direcção. Ele sabia bem o que ela pretendia com aquele gesto. &lt;br /&gt;Entrou de forma obediente na banheira. As suas costas entregaram-se ao peito dela. Sentiu de imediato as mãos dela, que lhe percorriam o peito, e a boca junto da sua orelha direita, que lhe sussurrava: &lt;em&gt;“Estou tão quente, preciso de ti!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a voz de Bethânia confessava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Não posso conter a minha paixão, quando sinto você me tocar &lt;br /&gt;Não sei controlar minhas emoções&lt;br /&gt;Eu adoro o seu jeito de amar&lt;br /&gt;Eu gosto demais de tudo que você faz”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;A música continuava a tocar no quarto, mas a sua força ficava diminuída perante os sons quentes vindos daquela banheira. A lua continuava a iluminar a noite, mas a sua intensidade não chegava sequer ao brilho que irradiava dos olhos dos amantes envoltos na espuma sensual. A noite continuava quente, mas a temperatura que se sentia lá fora seria certamente bem mais amena do que o calor daqueles corpos entrelaçados dentro da água.&lt;br /&gt;Enquanto isso, Rita Lee cantava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Que tal nós dois numa banheira de espuma&lt;br /&gt;El cuerpo caliente , um dolce farniente&lt;br /&gt;Sem culpa nenhuma.”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;A noite tinha apenas começado a aquecer...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;font size="-1"&gt;&lt;em&gt;p.s.: esta é a minha resposta ao &lt;a href="http://amorizade.weblog.com.pt/arquivo/2005/08/desafio_1.html" target="_blank"&gt;desafio no Amorizade&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112380341385828148?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112380341385828148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112380341385828148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/08/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112354181651548577</id><published>2005-08-08T23:51:00.000+01:00</published><updated>2005-08-12T23:09:52.530+01:00</updated><title type='text'>Trilhos</title><content type='html'>Já aqui falei de comboios várias vezes. Ao ver as fotografias tiradas recentemente, decidi voltar a falar de viagens ferroviárias e de encruzilhadas da vida! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Campanhã, Porto" src="http://jotakapa.250free.com/linhas2.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;A vida tem vários caminhos que podemos trilhar. Depois da escolha feita e da viagem iniciada, sabemos que não nos é permitido voltar atrás. No máximo podemos mudar de linha e tentar escolher um outro caminho que nos permita corrigir o nosso rumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguimos apagar do nosso registo (ou memória) as viagens já efectuadas. No entanto, podemos tentar substitui-las por novos percursos vividos no presente, atribuindo-lhes uma força superior ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos voltar a passar pelos mesmos locais, nas mesmas estações e apeadeiros da vida, mas será certamente uma nova viagem com as suas particularidades próprias e únicas. Isto não significa que será pior ou melhor do que a primeira passagem, simplesmente sabemos que vai ser obrigatoriamente diferente.&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112354181651548577?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112354181651548577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112354181651548577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/08/trilhos.html' title='Trilhos'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112311385848777854</id><published>2005-08-04T01:02:00.000+01:00</published><updated>2005-08-04T10:00:12.166+01:00</updated><title type='text'>Erotismo Digital</title><content type='html'>Na revolução tecnológica que temos vivido (e ainda continuamos a sentir) o conceito de digital tem estado quase sempre presente. A palavra digital deriva de dígito, que por sua vez tem a sua origem no latim &lt;em&gt;digitus&lt;/em&gt;, que significa dedo. Curiosamente, os dedos desempenham um papel relevante nesta revolução tecnológica pelo seu uso no pressionar de teclas e botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos sempre foram importantes para mim e quem me conhece sabe bem o valor que lhes atribuo. É a propósito deles que hoje me apetece escrever em tons distintos daqueles que tenho usado ultimamente. Deixo-vos aqui este pequeno erotismo digital:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedo a dedo, ele aproximou-se dela. Tocou-a ligeiramente uma vez, quase de fugida. Voltou a raspar ao de leve na sua pele. À terceira tentativa deixou-se ficar colado a ela por alguns segundos. Ganhou confiança quando percebeu que podia prosseguir.&lt;br /&gt;Lentamente percorreu-a com a ponta do dedo, primeiro a medo, depois mais serenamente e confiante. Aos poucos os dedos foram-se atrevendo um pouco mais, queriam continuar a descobrir o que estava escondido diante deles. De um atrevimento a outro, foram desvendando o segredo que se ocultava debaixo das suas roupas.&lt;br /&gt;Finalmente chegaram ao primeiro ponto de paragem. Tactearam para concretizar o reconhecimento da área e instalaram-se de modo a sentir o ambiente. Dialogaram com o terreno onde se moviam, interagiram com ele de forma a poderem conhecê-lo cada vez melhor e ficaram à escuta dos sinais que recebiam de volta.&lt;br /&gt;Depois retomaram a exploração aventureira em direcção a novos destinos!&lt;br /&gt;Ah que dedos tão malandros estes!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112311385848777854?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112311385848777854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112311385848777854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/08/erotismo-digital.html' title='Erotismo Digital'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112293730571947027</id><published>2005-08-01T23:53:00.000+01:00</published><updated>2005-08-02T09:45:58.940+01:00</updated><title type='text'>Risquinhos</title><content type='html'>Não avançamos nem melhoramos a nossa vida sem corrermos riscos. A análise do risco é importante porque não somos super-homens e temos de estar preparados para enfrentar os desafios que vamos atravessar a cada instante.&lt;br /&gt;O fracasso é sempre uma possibilidade nas apostas que fazemos. Se este resolver aparecer à nossa frente temos de estar preparados para aceitá-lo e para aprender com ele tudo o que nos for possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minimizar os riscos e as consequências dos fracassos, podemos procurar dividir a nossa aposta em várias fases e passo a passo concretizá-las. Podemos até errar numa dessas etapas sem invalidar o nosso caminho rumo à meta estabelecida.&lt;br /&gt;Esta solução significa transformar o risco inicial numa colecção de risquinhos, que vamos domando e enfrentando sem medo, ao mesmo tempo que ganhamos confiança em nós próprios para podermos concretizar o nosso sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quem não arrisca não petisca"&lt;/em&gt;, diz o provérbio com muita razão, mas não temos de o fazer na totalidade. Podemos progredir em passos mais pequenos e evitar correr alguns riscos desnecessários ao mesmo tempo que controlamos as perdas em caso de falha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividir o projecto, estabelecer pontos intermédios e concretizar cada etapa. No final podemos atingir o nosso objectivo com o nosso conjunto de risquinhos alcançados e com a nossa confiança reforçada. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112293730571947027?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112293730571947027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112293730571947027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/08/risquinhos.html' title='Risquinhos'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112284899447493921</id><published>2005-07-31T23:23:00.000+01:00</published><updated>2005-08-01T15:19:43.243+01:00</updated><title type='text'>Morrer na Praia</title><content type='html'>Morrer na praia é a expressão que simboliza o náufrago que, depois de tantas tormentas e lutas pela sobrevivência, morre já com a praia a seus pés. Uma luta inglória, porque lutou e resistiu, mas no último fôlego não foi capaz de vencer o derradeiro obstáculo. &lt;br /&gt;Quando já tinha quase tudo ao seu alcance, acabou por perder. A vida fugiu-lhe por entre os dedos no momento em que se preparava para agarrá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma injustiça, dizem uns, enquanto outros afirmam com uma frieza cruel que ele deveria ter sido mais rápido e concentrado na luta para poder ganhar esses segundos que lhe faltaram no fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer na praia é tão injusto como reprovar num exame com uma nota quase no limite do positivo ou como não ganhar o totoloto ou o euromilhões porque escolhemos o número ao lado daquele que saiu. &lt;br /&gt;Num caso é o resultado de uma falha: um pouco mais de estudo e teria sido possível, ou seja, faltou dedicação à causa pela qual se luta. No segundo caso temos a falta de sorte (que também é essencial na vida) para saber fazer a opção correcta naquele momento. Isto tendo a consciência que o futuro é um enorme desconhecido que temos pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Injusto ou não, morrer na praia é sempre uma desculpa e um tormento para quem perde dessa forma, porque é um misto entre falhas, opções erradas, infortúnios e momentos mal escolhidos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112284899447493921?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112284899447493921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112284899447493921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/morrer-na-praia.html' title='Morrer na Praia'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112275972872083689</id><published>2005-07-30T22:41:00.000+01:00</published><updated>2005-08-01T15:21:04.106+01:00</updated><title type='text'>Pequenas Fatalidades</title><content type='html'>Às vezes parece que tudo nos acontece. É uma ideia que me passa pela cabeça diversas vezes. São pequenas fatalidades que parecem estar sempre prontas para se atravessarem à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando descobrimos um defeito em alguma coisa acabada de comprar, um engarrafamento de trânsito quando estamos cansados ou com pressa, um acidente estúpido (como são quase todos) que nos acontece, um esquecimento que nos causa atrasos e complicações, o descobrir que uma reserva de hotel não ficou feita quando viajamos ou a perda das malas na viagem de avião são pequenos exemplos destas situações. &lt;br /&gt;E há dias em que nos surgem várias destas coisas menos boas, umas atrás das outras! Nessas alturas parece que o dia teima em não terminar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pequenas fatalidades parece que estão sempre à espreita para nos surpreender, principalmente quando achamos que temos tudo sob controlo ou quando temos planos bem definidos. Quem nunca decidiu tomar uma atitude e à última hora não o fez porque surgiu uma surpresa menos boa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente esquecemos as coisas boas que nos acontecem quando nos surgem estes infortúnios pela frente, de tal modo que se torna comum perdermos a oportunidade de apreciar essas coisas agradáveis da nossa vida. Só depois de reconhecermos essa perda é que conseguimos perceber que atribuímos demasiada importância às coisas erradas! E o pior de tudo é que normalmente já é tarde nessa altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pequenas fatalidades (tal e qual como as grandes) vão continuar a acontecer, não podemos fugir delas mas podemos tentar encará-las de forma diferente. A vida também é feita desses momentos esquisitos, mas não devemos perder demasiado tempo com eles.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112275972872083689?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112275972872083689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112275972872083689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/pequenas-fatalidades.html' title='Pequenas Fatalidades'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112222666234518740</id><published>2005-07-24T18:28:00.000+01:00</published><updated>2005-07-25T10:20:15.240+01:00</updated><title type='text'>Velocidade da Ponte e do Tempo</title><content type='html'>Este enorme rodopio de um lado para o outro deixa-me com saudades do Porto: de o ver, de o escutar, de me encantar com ele, de sorrir a cada vez que vejo o Douro que corre da Ribeira até à Foz e de captar a vida desta cidade de que eu tanto gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Ponte da Arrábida, Porto" src="http://jotakapa.250free.com/portoarrabida.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Já quase só o vejo de fugida, sobre a ponte que atravesso em velocidade ou numa das raras incursões pelo seu interior com destino marcado e desafiando sempre os ponteiros do relógio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando percebemos que temos saudades de alguma coisa (daquelas que não fazemos por falta de tempo), acabamos por descobrir que temos de gerir melhor o nosso tempo, para evitar a sensação de estarmos a envelhecer rapidamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Será que conseguimos atravessar o tempo de forma diferente? Talvez fosse bom conseguir usar de vez em quando um barco em vez da ponte. Poderíamos apreciar a paisagem e sentir o baloiçar da corrente da vida, em vez de atravessar em correria sobre a ponte cheia de ruído, que nos impede de vislumbrar os detalhes daquilo que nos rodeia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112222666234518740?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112222666234518740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112222666234518740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/velocidade-da-ponte-e-do-tempo.html' title='Velocidade da Ponte e do Tempo'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112162062708010940</id><published>2005-07-17T18:16:00.000+01:00</published><updated>2005-07-17T18:20:04.226+01:00</updated><title type='text'>A Velocidade do Tempo</title><content type='html'>O tempo passa cada vez mais apressado por nós, escapa rapidamente por entre os nossos dedos e parece-nos uma surpresa descobrir que não fizemos nada daquilo que tínhamos planeado. O tempo continua a correr ao ritmo de um tic-tac cada vez mais digital e menos mecânico, mas não é por isso que nos parece correr mais depressa do que quando éramos crianças e contávamos as semanas, dias, horas e minutos. O tempo é exactamente o mesmo, quem mudou fomos nós porque estamos mais ocupados e menos ansiosos em crescer rumo a uma vida de adulto que antigamente nos seduzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança de referencial está dentro de nós e o tempo parece ser cada vez mais veloz que nós próprios e do que a nossa capacidade de agir e reagir perante um mundo que exige de nós respostas rápidas. No meio desta vivência acabamos por não fazer as pausas regulares para analisarmos o que fizemos e o que queremos atingir, ou quando as fazemos descobrimos que passou tanto tempo desde a última vez que fizemos uma paragem de reflexão. Descobrimos assim que o tempo passou por nós sem que tivéssemos capacidade para assimilar tudo o que aconteceu entretanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim parece que o tempo voa sem que tenhamos capacidade de o acompanhar. As pausas parecem perda de tempo, mas se calhar é isso que nos falta para conseguirmos entender que o passar dos segundos continua a ser o mesmo que ouvíamos no bater do velho relógio quando éramos crianças.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112162062708010940?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112162062708010940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112162062708010940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/velocidade-do-tempo.html' title='A Velocidade do Tempo'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112095027414181437</id><published>2005-07-09T23:51:00.000+01:00</published><updated>2005-07-10T00:09:34.463+01:00</updated><title type='text'>Razões</title><content type='html'>Será que podemos listar as razões que levam um blog a surgir e depois porque é mantido vivo e actualizado? Nem sempre é fácil fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este surgiu em jeito de brincadeira e depois foi ficando como um espaço de partilha de ideias, histórias e até imagens. Os comentários serviram tantas vezes como forma de incentivo para continuar, tornando-se tantas vezes um desafio para dar mais corpo a este meu cantinho virtual.&lt;br /&gt;Existem alturas em que me apetece parar, deixando-o tal como está ou até mesmo apagando-o de vez, mas tem sobrevivido a essa tentação. Não existe uma razão que eu possa apontar para a sua existência, para além do prazer que me tem dado escrever aqui e depois ficar atento às vossas reacções (ou sua ausência) nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve um blog?  &lt;br /&gt;Hoje encontrei uma resposta deliciosa a esta pergunta tão intima; vejam no &lt;a href="http://aliciante.weblog.com.pt/arquivo/2005/07/razoes.html" target="_blank"&gt;Aliciante&lt;/a&gt; como é possível encontrar uma razão para que um blog assim continue a existir. Não acredito que o meu possa ter o mesmo tipo de consequência, mas talvez já tenha conseguido fazer sorrir algumas almas que por aqui passam. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112095027414181437?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112095027414181437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112095027414181437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/razes.html' title='Razões'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112086326951335971</id><published>2005-07-08T23:45:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T23:59:03.576+01:00</updated><title type='text'>(In)sensibilidade</title><content type='html'>A nossa vida seria muito mais simples se conseguíssemos não atribuir demasiada importância às coisas más que nos acontecem. É que se fosse possível controlar o incomodo que nos é provocado pelo exterior, bem poderíamos ganhar força face ao que (ou a quem) nos tenta magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que além de impossível reagir assim perante esses acontecimentos indesejados, ainda nos acontece frequentemente ficarmos irritados com o simples facto de sermos alvos fáceis nessas situações e de sermos incapazes de experimentar a insensibilidade a tudo o que nos tenta atingir de forma maldosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos ter a consciência desta nossa forma de ser e tentar não dar demasiada importância ao que nos tenta roubar a paz e serenidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112086326951335971?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112086326951335971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112086326951335971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/insensibilidade.html' title='(In)sensibilidade'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112043371441552411</id><published>2005-07-04T00:34:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T10:16:13.696+01:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>As más noticias chegam diariamente, a economia vai mal, as contas estão erradas, as dúvidas são imensas, a confiança vai morrendo e o panorama fica mais negro. As contestações chegam por tudo e por nada, há um enorme descontentamento, os sonhos vão sendo destruídos e parece que estamos a remar contra a maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de pequenas alegrias aqui e ali, todos percebemos que este é um tempo de crise. Sabemos que existem inúmeras dificuldades que têm de ser vencidas e que para isso há que rapidamente encontrar a melhor forma de inverter esta situação. Nestas alturas é preciso fazer rupturas mas ao mesmo tempo incutir de novo a confiança nas pessoas, apesar de todas as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a bater no fundo, ou pelo menos assim me parece. É urgente fazer alguma coisa porque não é viável continuar assim. É preciso responsabilizar as pessoas, recompensar quem merece, repreender quem tem de ser admoestado, ajudar quem de facto quer investir, penalizar quem gasta sem controlo, investir na educação de forma séria, limpar a burocracia redundante e liderar pelo exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que este país ainda pode ter um futuro risonho? Espero bem que sim, mas para isso todos precisamos de ajudar. Não serve de nada apenas criticar e depois ficar de braços cruzados à espera de um milagre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112043371441552411?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112043371441552411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112043371441552411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-112032655364341921</id><published>2005-07-02T18:46:00.000+01:00</published><updated>2005-07-04T10:14:57.036+01:00</updated><title type='text'>Preguiça</title><content type='html'>A falta de palavras por aqui funciona como um silêncio. Esta ausência vai aumentando de dia para dia e não tem uma razão concreta. É no entanto fruto da conjugação de múltiplas condicionantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo disponível não tem sido muito, mas só por si não explica tudo. Tenho de lhe juntar outros ingredientes como sejam o cansaço, a falta de inspiração e até mesmo alguma preguiça. É uma preguiça de captar essa inspiração que surge naturalmente das pequenas coisas do quotidiano e de materializar em palavras as ideias que passam pela minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo é uma preguiça temporária, já me conheço, basta um pequena lufada de ar mais fresco para retomar a escrita. É que o calor deste início de Verão ajuda imenso a amolecer o corpo e o espírito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-112032655364341921?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112032655364341921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/112032655364341921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/07/preguia.html' title='Preguiça'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111965232920362413</id><published>2005-06-24T23:30:00.000+01:00</published><updated>2005-06-24T23:46:29.693+01:00</updated><title type='text'>Prazer</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Apanhados na Natureza" src="http://jotakapa.250free.com/sselvagem.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Há momentos em que não pensamos, apenas nos deixamos levar pelos nossos cinco sentidos enquanto experimentamos cada surpresa com que somos brindados. Esquecemos a razão e somos levados pela natureza, enquanto nos sentimos bem com isso. É que por vezes temos de seguir os nossos instintos, tal e qual os animais, tornando-nos também um pouco selvagens e indomáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É obvio, que voltaremos à razão, mas ficaremos com a sensação de termos saboreado a vida na sua plenitude. A razão é importante, ajuda a consolidar o que a vida nos dá nessas experiências, mas não explica tudo. Há coisas que têm mesmo de ser vividas e sentidas pelo corpo, e não se explicam racionalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes, até um pequeno prazer como deixar um trabalho para mais tarde e aproveitar o tempo para um pouco do nosso ócio, se torna irracionalmente delicioso. A fotografia acima foi o resultado de um ligeiro desvio numa viagem de trabalho, uns minutos roubados a essa viagem, para captar algumas imagens e que me deram imenso prazer. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111965232920362413?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111965232920362413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111965232920362413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/prazer.html' title='Prazer'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111904562150107050</id><published>2005-06-17T22:53:00.000+01:00</published><updated>2005-06-18T00:00:41.486+01:00</updated><title type='text'>Depois da Curva</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Curva de Passeio" src="http://jotakapa.250free.com/curva.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Para onde caminham as nossas vidas? Às vezes parece que andamos em círculos, porque os ciclos se vão sucedendo e parece que estamos a reviver momentos passados. No entanto, o caminho não é exactamente igual porque durante esse reviver temos oportunidade de conhecer novas sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num percurso que fazemos em viagem (e que repetimos com frequência) a paisagem que nos envolve também vai mudando ao longo do tempo. Por isso, apesar da nossa sensação de estar a passar pelos mesmos locais, acabamos por descobrir aqui e ali coisas novas e distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima em cada uma das repetições da nossa viagem também muda. Podemos fazê-la com sol, com chuva, com nebulosidade, com nevoeiro, com neve ou outra combinação possível. No reviver das nossas experiências de vida também o ambiente existente muda com o passar do tempo. Basta pensar que umas vezes estamos felizes e outras estamos tristes, podemos andar melancólicos ou animados, confiantes ou apreensivos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas do calendário também nos fazem pensar nesta ideia de ciclos, por isso é normal ficarmos com essa sensação de repetição dos acontecimentos. Não podemos é deixar de acreditar que o resultado pode ser diferente, já que a paisagem e o ambiente em torno de nós não será certamente idêntico ao que existiu anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa incerteza no percurso é ao mesmo tempo a origem do nosso entusiasmo em viver e dos receios que temos face ao que imaginamos que vai surgir depois da próxima curva.&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111904562150107050?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111904562150107050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111904562150107050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/depois-da-curva.html' title='Depois da Curva'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111870297430933809</id><published>2005-06-13T23:38:00.000+01:00</published><updated>2005-06-14T00:01:13.746+01:00</updated><title type='text'>Eugénio de Andrade</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Passeio Alegre, Porto" src="http://jotakapa.250free.com/palegre.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Passeio Alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram tarde à minha vida &lt;br /&gt;as palmeiras. Em Marraquexe vi uma &lt;br /&gt;que Ulisses teria comparado &lt;br /&gt;a Nausica, mas só &lt;br /&gt;no jardim do Passeio Alegre &lt;br /&gt;comecei a amá-las. São altas &lt;br /&gt;como os marinheiros de Homero. &lt;br /&gt;Diante do mar desafiam os ventos &lt;br /&gt;vindos do norte e do sul, &lt;br /&gt;do leste e do oeste, &lt;br /&gt;para as dobrar pela cintura. &lt;br /&gt;Invulneráveis — assim nuas.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; “Rente ao Dizer”&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;O Porto era um dos amores que tínhamos (temos) em comum. &lt;br /&gt;Eugénio de Andrade continuará connosco através das suas palavras. E nós, que nos encantamos com ele, não o vamos esquecer.&lt;br /&gt;Até já, Eugénio...&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111870297430933809?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111870297430933809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111870297430933809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/eugnio-de-andrade.html' title='Eugénio de Andrade'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111844050174267931</id><published>2005-06-10T22:48:00.000+01:00</published><updated>2005-06-13T09:43:20.913+01:00</updated><title type='text'>Presente</title><content type='html'>É impossível antecipar o que amanhã pensaremos daquilo que hoje fazemos. Aliás, sabemos de antemão que no futuro poderemos olhar com outros olhos para tudo o que vivemos no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Atravessamos o presente de olhos vendados. No máximo, conseguimos pressentir e adivinhar aquilo que estamos a viver. Só mais tarde, quando se desata a venda e examinamos o passado é que nos apercebemos daquilo que vivemos e compreendemos o seu sentido.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Milan Kundera&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; “O livro dos amores risíveis”&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Hoje conseguimos distinguir no passado aquilo que na altura nos era impossível vislumbrar. O tempo e afastamento das situações permite uma análise de uma forma mais fria e menos apaixonada sobre aquilo que vivemos. O facto de conhecermos as consequências das nossas opções, decisões e dúvidas também nos ajuda a ter uma nova visão sobre aquilo que aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve alegrias vividas que perderam entretanto a sua intensidade, dores que se transformaram em memórias longínquas, certezas assumidas que acabaram por se revelar perfeitos enganos, apostas feitas que foram perdas de tempo, enganos que afinal eram simples mal-entendidos, azares que hoje nos parecem ser uma sorte, decisões tomadas que foram erros de análise, falhas cometidas que afinal não o eram...&lt;br /&gt;Algumas coisas vão ganhar um novo brilho enquanto outras podem vir a perder parte da sua magia actual. E certamente que haverão algumas que vão manter a sua imagem, porque há coisas na nossa vida de que não nos arrependemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não podemos ter a pretensão de querer compreender inteiramente aquilo que vivemos, resta-nos por isso sentir e viver o presente.&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111844050174267931?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111844050174267931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111844050174267931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/presente.html' title='Presente'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111835112886569579</id><published>2005-06-09T21:59:00.000+01:00</published><updated>2005-06-10T22:11:07.126+01:00</updated><title type='text'>Experiência</title><content type='html'>Quando estamos a dar os primeiros passos numa nova actividade é frequente cometermos alguns erros por inexperiência. Se estamos conscientes da nossa ignorância natural então somos cautelosos em tudo o que executamos, verificamos com rigor tudo aquilo que fazemos, seguimos as regras estabelecidas e evitamos os improvisos. &lt;br /&gt;No entanto, há quem não reconheça a sua falta de experiência, o que facilmente conduz a erros graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que vamos ganhando experiência, também a confiança que temos nas nossas capacidades vai aumentando. Lentamente, vamos arriscando um pouco mais, inovando e seguindo muitas vezes a nossa intuição esquecendo por momentos as regras mais básicas. Nestas alturas, um momento de distracção pode ser fatal e acabamos por cometer um erro grave, talvez maior do que aqueles que experimentamos quando ainda éramos novatos no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cautela, o reconhecer das nossas falhas, a atenção e a vontade de aprender são fundamentais para podermos evoluir e crescer, tanto nas actividades realizadas como nas situações vividas ao longo da vida.&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111835112886569579?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111835112886569579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111835112886569579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/experincia.html' title='Experiência'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111789960640424975</id><published>2005-06-04T16:38:00.000+01:00</published><updated>2005-06-06T09:26:17.233+01:00</updated><title type='text'>Corrente</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Corrente" src="http://jotakapa.250free.com/corrente.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;A sucessão de acontecimentos é um enorme encadeado que vamos percorrendo durante a vida. Se alguns nos parecem menos agradáveis, porque os sentimos assim, não podemos esquecer que estão também ligados a outros mais interessantes de serem vividos. &lt;br /&gt;O conjunto acaba por se ir suportando como um todo, de tal modo que os elos mais fracos acabam por se esbater quando olhamos para a corrente na sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que hoje parece mau, amanhã poderá afinal ser apenas uma recordação já sem a intensidade com que hoje é sentida. Não podemos ficar presos às nossas vitórias nem às nossas derrotas, há que saber vivê-las, mas não podemos esquecer que são apenas um momento.&lt;br /&gt;A vida continua, como uma extensa corrente de momentos que devemos experimentar e conhecer.&lt;br /&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111789960640424975?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111789960640424975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111789960640424975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/06/corrente.html' title='Corrente'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111736145994457451</id><published>2005-05-29T11:07:00.000+01:00</published><updated>2005-05-30T09:33:23.820+01:00</updated><title type='text'>Ainda Não</title><content type='html'>&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Não, não é ainda a inquieta &lt;br /&gt;luz de março &lt;br /&gt;à proa de um sorriso, &lt;br /&gt;nem a gloriosa ascenção do trigo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a seda duma andorinha roçando &lt;br /&gt;o ombro nu, &lt;br /&gt;o pequeno e solitário rio adormecido &lt;br /&gt;na garganta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não, nem o cheiro acidulado e bom &lt;br /&gt;do corpo, depois do amor, &lt;br /&gt;pelas ruas a caminho do mar, &lt;br /&gt;ou o despenhado silêncio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da pequena praça, &lt;br /&gt;como um barco, o sorriso à proa; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é só um olhar." &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; “Branco no Branco”&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que apesar de “ainda” não existirem ou não terem acontecido, são desde já desejadas. É o sonho de poder vivê-las e a antecipação de senti-las, tal e qual hoje as conseguimos imaginar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser apenas fantasias que se querem tornar realidade, mas que já têm uma vida própria dentro de quem as deseja. Independentemente das diferenças que a realidade terá face ao que hoje se antecipa, este é um “ainda” que evidencia acima de tudo uma enorme ambição. &lt;br /&gt;E com sabor a um futuro que chegará um dia destes!&lt;br /&gt;&amp;nbsp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111736145994457451?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111736145994457451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111736145994457451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/05/ainda-no.html' title='Ainda Não'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5894545.post-111712306614053884</id><published>2005-05-26T16:50:00.000+01:00</published><updated>2005-06-04T17:12:44.826+01:00</updated><title type='text'>Outras Pontes</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img alt="Ponte da Arrábida, Porto" src="http://jotakapa.250free.com/parrabida.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Júlio Machado Vaz fala-nos &lt;a href="http://murcon.blogspot.com/2005/05/o-convite.html" target="_blank"&gt;assim das pontes&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Uma "ponte" é um momento único, sabes? Dois dias de ócio triunfam, pelo cerco, sobre um de trabalho que se rende. Estás a ver o simbolismo? Dois somos nós também. Cerquemos o conflito que nos mantém apertadamente separados e talvez ele deponha as armas como sexta-feira próxima.”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;As pontes são estruturas que fazem a ligação entre o que naturalmente está separado, tentando transmitir uma sensação de segurança e conforto. Ao mesmo tempo, permite observar de uma outra perspectiva tudo o que separa cada um dos lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já por aqui falei de pontes, em especial das que estabelecemos na nossa vida. Relembro algumas &lt;a href="http://jotakapa.blogspot.com/2004/02/pontes.html" target="_blank"&gt;palavras&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;em&gt;“Ao longo da vida vamos construímos pontes que nos ligam às pessoas que nos rodeiam e com as quais estabelecemos algum tipo de relação. Através dessas pontes também nós aprendemos imenso com as outras pessoas, não deixamos de ser nós próprios mas podemos incorporar experiências e saberes até aí ignorados.”&lt;/em&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Seja uma travessia que une duas margens de um rio, uma forma de escapar a um dia solto de trabalho ou uma relação que se estabelece entre duas pessoas, em qualquer uma destas pontes é sempre possível observar e reflectir o que nos rodeia de uma forma diferente daquela que temos quando nos isolamos apenas de um dos lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontes podem ser um local ameno de descanso depois de um caminho sinuoso acabado de ser percorrido. No entanto, não garantem que do outro lado o caminho fique mais fácil. Aliás depende muito das expectativas que construímos, da preparação que temos, daquilo que queremos descobrir nesses outros caminhos e da vontade de sermos bem recebidos desse outro lado! &lt;br /&gt;Mas, garantem que é possível observar o mundo de uma forma distinta fruto da ligação de componentes distintas que se cruzam sobre uma realidade que tanto separa como une as duas margens! A escolha não unicamente nossa, mas também depende de nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5894545-111712306614053884?l=jotakapa.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111712306614053884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5894545/posts/default/111712306614053884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jotakapa.blogspot.com/2005/05/outras-pontes.html' title='Outras Pontes'/><author><name>jotakapa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09581396936376914731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11431179286581307440'/></author></entry></feed>